IPEAFRO participa da 4ª Marcha das Mulheres Negras no Rio de Janeiro

No dia 29 de julho, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o vento espalhou as vozes negras das nossas rainhas para todos os lados e a 4 Marcha das Mulheres Negras deu o seu recado marcando a sua luta contra o genocídio do povo preto e contra as fobias e violências promovidas, constantemente, por essa sociedade racista na qual elas, as Mulheres Negras, são quem carregam o fardo mais pesado. Luta que segue com amor, sem miséria!  

Confira a galeria de fotos especial criada na pagina do IPEAFRO no Facebook.

AfroCeará Quilombola: um olhar aprofundado sobre a vida quilombola no estado

Este livro, intitulado “Afroceará-Quilombola”, é uma coletânea produzida majoritariamente por pesquisadores cearenses que desenvolvem trabalhos e vivências junto às comunidades quilombolas do estado do Ceará. 

Comunidades de quilombos no Ceará é um tema novo para os estudos de pesquisa acadêmica e possui grande relevância devido a existência de pelo menos oitenta e três comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, que é órgão federal do Ministério da Cultura e responsável pela titulação das terras quilombolas. 

Clique e baixe aqui a sua versão de: AFROCEARÁ

 

O que é interseccionalidade?

A autora Carla Akotirene atravessa o Atlântico, propondo uma encruzilhada discursiva para a interseccionalidade. Apresenta sete críticas ao conceito, dialogando com Angela Davis, Ochy Curiel, Gilza Marques, Jasbir Puar, Sueli Carneiro, Patrícia Hill Collins e Houria Bouteldja. Temas como homonacionalismo, matripotência iorubá, racismo religioso, LGBTlfobia e colonialismo moderno são enunciados centrais deste volume.

Pré-venda: https://goo.gl/o2w34Y

Estudos Africanos: Katuscia Ribeiro e Aza Njeri no programa Ciência & Letras

A imagem da África ainda é divulgada com muitos estereótipos. Reflexo do período de colonização. O que legitima todo o apagamento histórico e violências do cotidiano chegando aos genocídios físicos e epistêmicos vigentes. Os estudos africanos na atualidade reconstroem essa imagem negligenciada dos corpos e pensamento africano, reintegrando os negros nas suas potencialidades históricas.
 
Esse foi o percurso trilhado no programa Ciência e Letras do Canal Saúde/Fiocruz com o tema “Estudos africanos” que teve como convidadas a a Doutora em Literaturas Africanas Aza Njeri (Viviane Moraes) e a Doutoranda em Filosofia Africana Katiúscia Ribeiro para uma conversa sobre Estudos e Pensamentos africanos e afrodiaspóricos.
 
http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=estudos-africanos-cel-0436

 

Centenário de Nelson Mandela

O combate ao apartheid se tornou uma das principais frentes de luta do movimento negro brasileiro, que passou a pressionar o governo a romper as relações diplomáticas com a África do Sul, em meados da década de 1980. Em visita ao Brasil em 1991, Nelson Mandela se encontrou com o ativista negro e parlamentar Abdias Nascimento.

“É realmente uma contradição terrível que o Brasil, o maior país negro do mundo depois da Nigéria, que tanto se proclama o berço da democracia racial e que deveria liderar internacionalmente a luta contra o apartheid, mantenha relações diplomáticas e comerciais com o governo sul-africano”, declarou em 1985 o então deputado federal Abdias do Nascimento

“Mais do que uma contradição e um infortúnio, a cumplicidade do Brasil com o apartheid é uma cegueira política de graves consequências para o futuro de nossas relações internacionais. Porque, mantendo esse tipo de endosso tácito ao governo assassino sul-africano, o Brasil se mantém aliado das forças mais retrógradas e obscurantistas do nosso tempo”, completou Nascimento.

Saiba mais sobre Nelson Mandela e seu centenário no especial da Agência Brasil: http://www.ebc.com.br/mandela100anos

 

Série de atividades marca o lançamento do livro do geógrafo Diosmar Santana Filho no Rio de Janeiro

“A Geopolítica do Estado e o Território Quilombola no século XXI” tem lançamento e roda de diálogos nos dias 15, 16 e 17 de agosto, na Livraria da Travessa – CCBB, no Observatório de Favelas da Maré e no Quilombo da Pedra do Sal.

A primeira obra do geógrafo baiano Diosmar Filho dá visibilidade ao contexto geopolítico e histórico com quais os territórios quilombolas enfrentaram durante o último século de conquistas e perdas para a população negra brasileira. Editada pela Paco Editorial, a publicação científica aborda, em seis capítulos, diversas nuances que permeiam a luta quilombola por espaço, território e identidade, sobretudo levando em consideração os 130 anos da Promulgação da Abolição da Escravatura. 

No Rio de Janeiro, o lançamento com o autor será realizada em três momentos, com entrada gratuita:

  • 15 de agosto (quarta-feira), às 18h, na Livraria da Travessa (Centro Cultural Banco do Brasil – Centro);
  • 16 de agosto (quinta-feira), às 16h, no autor no Observatório das Favelas, na Maré
  • 17 de agosto (sexta-feira), às 10h, com a participação do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (IPEAFRO), no Quilombo da Pedra do Sal, na Saúde.

O prefácio da obra é assinado pela professora doutora Sandra Manuel, do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique). Nele, ela discorre: “Diosmar Filho nos convida a um exercício revolucionário para pensar o Estado-Nação brasileiro, retirando a posição subalterna do Quilombo, dando visibilidade aos espaços quilombolas e conceitualizando o seu papel
como formas novas no espaço do Estado pela formação política e étnica, em detrimento da elite que ocupou o poder político e econômico”.

A quarta capa da obra é assinada pelo geógrafo Renato Emerson dos Santos, professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Para o mesmo, “contar a nossa história territorial mostrando esses protagonismos, compreendendo seus papéis em relações econômicas, sociais, políticas, em jogos que articulam diferentes escalas, é fundamental para o reconhecimento e a
conquista de direitos por esses grupos. Isso é uma tarefa para a Geografia Brasileira, à qual alguns geógrafos vêm se dedicando, como fez Diosmar Santana Filho, com grande qualidade”.

Sobre o autor
Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Diosmar apresenta em seu primeiro livro o resultado da pesquisa geográfica realizada no mestrado. Nele, o autor analisa as mudanças no espaço do Estado Brasileiro, a partir do protagonismo dos próprios quilombolas como sujeitos de direitos e como a conquista dos territórios quilombolas desde Palmares modificou a geopolítica na formação do país, com destaque para o Estado Baiano.

Diosmar Marcelino de Santana Filho é geógrafo, Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor e coordenador acadêmico da Especialização Lato Sensu EaD – Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais (UFBA). Pesquisador dos Grupos de Pesquisa CNPq – Historicidade do Estado, Direito e Direitos Humanos e do Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanos e Culturais do Sul da Bahia (Nepuc/IFBA – Campus Ilhéus). Foi professor substituto do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (Igeo-UFBA) e do Instituto Federal de Ciência e Tecnologias da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. Na esfera governamental, foi gestor estadual em políticas públicas nas áreas de gestão: das Águas, Desenvolvimento Social e Promoção da Igualdade Racial. Autor de capítulos de livros e artigos em revistas científicas sobre território, desigualdade sociorracial, quilombo e política pública. É responsável pela coluna Etâ Mundo, no Portal Correio Nagô.

Sobre a editora
A Paco Editorial foi fundada em 2009 com a missão de ser um canal relevante de difusão da produção científica brasileira, tendo em seu catálogo importantes títulos nas mais diversas áreas. Impulsionada pelo propósito de compartilhar conhecimentos, a editora vem ampliando sua atuação com a publicação de títulos em outros segmentos, sempre primando por editar livros que proporcionem ao leitor uma experiência marcante de transformação, desenvolvimento e crescimento.

Serviço
Lançamento do Livro A geopolítica do Estado e o território quilombola no século XXI, de Diosmar Santana Filho.
Datas:
    – 15 de agosto (quarta-feira), às 18h, na Livraria da Travessa (Centro Cultural Banco do Brasil – Centro);
    – 16 de agosto, às 16h, lançamento e roda de diálogo com o autor no Observatório das Favelas, Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro – RJ;
    – 17 de agosto, às 10h, lançamento e roda de diálogo no Quilombo da Pedra do Sal, no Bar do Nando (Largo São Francisco da Prainha, 09-Sobrado), Saúde.
Entrada: gratuita

Valor da publicação: R$ 46,90

Assessoria de Imprensa Diosmar Filho                                            Assessoria de Imprensa IPEAFRO
Juliana Dias | DRT-BA 3870 | +55 71 991168055                          Julio Menezes Silva | +55 21 997225153

 

CENTENÁRIO DE NELSON MANDELA

Há 100 anos, em 18 de julho, nascia Nelson Mandela, o grande líder da África do Sul. Após superar quase 30 anos de prisão, por duas vezes, visitou o Brasil. A matéria exibida no telejornal Repórter Brasil, da TV Brasil, relembra esses momentos históricos. A reportagem especial é de Thiago Pimenta. 

Se quiser saber um pouco mais dos bastidores da visita da Mandela ao Brasil clique abaixo e leia trecho retirado do livro Grandes Vultos que Horaram o Senado: Abdias Nascimento, escrito por Elisa Larkin Nascimento a convite do Senado Federal. Para outras informações, leia a obra completa em nosso site: http://ipeafro.org.br/acoes/grandes-vultos-abdias-nascimento/

VISITA MANDELA AO BRASIL 

XI SEMINÁRIO NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE

São 15 anos de conquistas e desafios da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro). O feito foi celebrado no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de junho de 2018, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e no Mirador Rio Hotel, com a presença de Mãe Meninazinha de Oxum, entre outras autoridades e lideranças. A Renafro foi criada em 2003 durante o II Seminário Nacional realizado em São Luís do Maranhão e hoje conta com mais de 40 núcleos espalhados pelo país. Entre os protagonistas da Renafro, destacamos o ogan José Marmo da Silva, criador e coordenador emérito da Rede. A ele foi dedicado esse aniversário, em que recebeu homenagem póstuma na forma da outorga da Medalha Tiradentes. Em sua memória, a luta continua!  

O IPEAFRO esteve presente na pessoa do poeta Milsoul Santos.

Obrigado, Abigail Lapin! e Eva Imune ao Pecado Original

Eva Imune ao Pecado Original (na mesa, primeira da esquerda para a direita); ao fundo, Abigail Lapin e Julio Menezes Silva trabalhando no Acervo IPEAFRO. Crédito: Elisa Larkin Nascimento

Eva Imune ao Pecado Original.  Este é o título que Abdias Nascimento atribuiu à primeira pintura de sua autoria, datada de 13 de setembro de 1968. Nós, do IPEAFRO, adoramos a ideia contida no nome e por isso repetimos: 

Eva Imune ao Pecado Original

A técnica utilizada foi guache com veículo plástico sobre papel e suas dimensões originais são 50 x 70 cm. O verso da tela traz dedicatória ao amigo e artista Sebastião Januário: “ao Januário, inspirador e testemunho da minha aventura pictórica, com fraterno abraço do Abdias Nascimento”.

A técnica foi imposta pelas condições de vida: sem dinheiro para comprar tintas artísticas, eles aproveitavam um material de limpeza doméstica para misturar com guache, dando-lhe consistência.

O que Abdias não imaginava é que a peça chegaria a 2018, ano em que completa 50 anos, com um valor incalculável para a história da arte no Brasil, em especial dentro da temática afro-brasileira. Eva Imune ao Pecado Original é uma obra entre tantas obras e objetos artísticos, gravuras, livros e documentos que fazem parte do Acervo IPEAFRO, muitos destes ainda a serem “descobertos” por nossos pesquisadores. Desde 1981, o IPEAFRO trabalha para dar continuidade ao sonho do professor Abdias Nascimento, e busca preservar, divulgar e ativar a memória, cultura e história negras, assim contribuindo para o desenvolvimento do combate ao racismo. 

A história desse quadro veio à tona graças à pesquisadora Abigail Lapin, doutoranda de Artes na Universidade de Nova Iorque. Explicamos. Somente no início da tarde de 4 de julho de 2018 descobrimos que Eva Imune ao Pecado Original é a primeira obra de Abdias. Graças ao movimento desta pesquisadora, interessada no Acervo IPEAFRO, identificamos este fato – que, quem sabe, pode dar novos rumos e instrumentos aos pesquisadores. 

Por isso, reafirmamos a importância do apoio da iniciativa pública, privada e terceiro setor para fortalecer parcerias que viabilizem a organização, preservação, digitalização, armazenamento e disponibilização para o público deste acervo. O que mais está por descobrir? Esta é a pergunta que nos persegue diariamente. Por hora, vale comemorar esta pequena grande descoberta.

Obrigado, Lapin. 

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS”

Elisa Larkin Nascimento conversa com O’Neil Lawrence, curador da Galeria Nacional de Arte da Jamaica. Ao fundo, no centro, a obra “Okê Oxossi”, de Abdias Nascimento (1974). Foto: César Nascimento

O IPEAFRO contribui com o empréstimo de quatro peças à exposição Histórias Afro-Atlânticas, que reúne, em iniciativa inédita, duas das principais instituições culturais de São Paulo: MASP e Instituto Tomie Ohtake. São cerca de 400 obras de mais de 200 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos, instalações e fotografias, além de documentos e publicações, de arte africana, europeia, latino e norte-americana, caribenha, entre outras. A exposição ficará aberta nos dois espaços até o dia 21 de outubro de 2018.

Para ver as peças clique aqui.