LEÁ GARCIA: 88 ANOS DIVANDO

 
 
Hoje é dia de celebrar o aniversário de Léa Garcia, 88, a diva das artes cênicas no Brasil. Nascida no Rio de Janeiro a 11 de março de 1933, estreou nos palcos de teatro em 1952 com o espetáculo Rapsódia Negra (1952), de Abdias Nascimento, encenado pelo Teatro Experimental do Negro (TEN). Atuando junto ao TEN, Léa participou ainda das peças O imperador JonesTodos os Filhos de Deus tem asas e Onde está marcada a cruz, todas de Eugene O’Neill; bem como O Filho Pródigo de Lúcio Cardoso, Sortilégio(mistério negro) de Abdias Nascimento, e O sapo e a estrela de Hermilo Borba Filho. Foram mais de 20 peças ao longa carreira, com trabalhos destacados ainda em Perdoa-me por me traíres (1959), de Nelson Rodrigues; Piaf (1983), com Bibi Ferreira; Romanceiro da Inconfidência (2000), dirigido por Vilma Dulcetti. 
 

No cinema, sua estreia foi protagonizando o premiadíssimo filme Orfeu Negro (1959), de Marcel Camus. Foram inúmeras participações em filmes desde então, sendo as mais recentes em: As Filhas do Vento (2005), do diretor Joel Zito Araújo, no qual ganhou seu primeiro Kikito – prêmio mais importante do cinema nacional; Acalanto (2012), de Arturo Saboia, baseado num conto de Mia Couto, que lhe rendeu o segundo Kikito, em 2013; Acúmulo, de Gilson Junior, no qual é protagonista.  Na telinha, estreou no Grande Teatro da TV Tupi (1950). Esteve em dezenas de novelas e seriados desde então: Vendem-se Terrenos no Céu (1963), Assim na Terra como no Céu (1970), Os Ossos do Barão (1973), Escrava Isaura (1976), um fenômeno de audiência dentro e fora do país. Recentemente, esteve nas produções Anjo Mau (1997), O Clone (2001), A Lei e o Crime (2009) e Mister Brau (2017). 

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Pela sua atuação enquanto ativista, mulher e negra, foi reconhecida com a medalha Pedro Ernesto da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro; recebeu a medalha da Academia Brasileira de Letras; o Golfinho de Ouro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o Tatu de Prata de Melhor Atriz (pelo curta-metragem Memórias da Chibata, de Marcos Manhães Marins) em 2007; recebeu Menção Honrosa no Festival de Gramado de 2008 por sua atuação em Hoje tem Ragu, de Raul LaBancca; e foi homenageada no Festival de Cinema do Rio Grande do Norte de 2009 pela sua atuação no filme Dias amargos de Sílvio Coutinho.

O IPEAFRO saúda esta grande pessoa humana!

Fontes: Memória O Globo e site do IPEAFRO

Léa Garcia

A atriz carioca Léa Garcia nasceu em 11 de março de 1933 e hoje é uma das atrizes negras mais renomadas do teatro e da televisão no Brasil. Quando adolescente ela amava a poesia e admirava as obras de Cruz e Sousa e Langston Hughes, cujas obras a influenciaram nas reflexões sobre a situação do negro.

Aos 16 anos, Léa Garcia pensava ser escritora e preparava-se para cursar a Faculdade de Filosofia quando conheceu o Teatro Experimental do Negro e juntamente com outros jovens, ingressou na companhia liderada por Abdias do Nascimento.

Em 1952, Léa estreou como atriz no Teatro Recreio no espetáculo Rapsódia Negra de Abdias Nascimento. Ela interpretava poesia de Castro Alves.

Apareci em público pela primeira vez na “boite” Acapulco. Era a Rapsódia Negra e figurei num quadro – o Navio Negreiro – com um grupo do Teatro Experimental do Negro. No grande “show” dançava, fazia um lamento de Mãe Preta e declamava.

– Entrevista à Revista Fonfon, 1957.

Atuando junto ao TEN, Léa participou ainda das peças O imperador JonesTodos os Filhos de Deus tem asas e Onde está marcada a cruz, todas de Eugene O’Neill; bem como O Filho Pródigo de Lúcio Cardoso, Sortilégio(mistério negro) de Abdias Nascimento, e O sapo e a estrela de Hermilo Borba Filho.

Durante sua carreira teatral, Léa Garcia esteve no palco, entre outras peças, em Anjo negro e Perdoa-me por me traíres, de Nelson Rodrigues; Cenas Cariocas; Orfeu da Conceição de Vinícius de Morais e Tom Jobim, dirigida por Léo Jusi; Casa Grande e Senzala sob a direção de João Mendonça; Soraia Porto 2, de Pedro Bloch; Piaf, com Bibi Ferreira; Para as mulheres que pensaram em suicídio quando basta o arco-íris, de Ntosake Shango; Romeu e Julieta, sob direção de Sérgio Brito; O maior amor do mundo de Cacá Diegues; Pequenas raposas de Lillian Hellman, sob a direção de Naum Alves; entre outros.

Paralelo aos palcos, Léa atuou também no cinema e na televisão. Teve grande destaque na sétima arte quando concorreu à Palma de Ouro de 1957, conquistando o segundo lugar no Festival de Cannes pela sua atuação como Serafina no filme Orfeu negro de Marcel Camus. Ainda se destacou nos filmes Ganga Zumba, de Cacá Diegues; Cruz e Sousa, poeta do Desterro, de Sylvio Back; O maior amor do mundo de Cacá Diegues, entre outros.

Em 2004 foi vencedora do prêmio Kikito de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado por Filhas do Vento, filme dirigido por Joel Zito Araújo. A mesma atuação lhe valeu também o prêmio de melhor atriz do júri popular daquele Festival.

Na televisão Léa Garcia também representou grandes papéis, sendo um dos mais famosos a personagem Rosa na novela Escrava Isaura.

Em seu trabalho de atriz, Léa levou o ativismo antirracista e as reflexões sobre a situação do negro na sociedade brasileira para os palcos e a dramaturgia. Na novela Marina, de 1981, Léa interpretou Leila, uma professora de história numa escola de elite onde sua filha era a única aluna negra. Em uma cena, os alunos deveriam refletir sobre o preconceito racial a partir da discussão sobre Zumbi dos Palmares. A atriz Léa Garcia pediu para modificar o texto original. Convocou uma reunião no Instituto de Pesquisa da Cultura Negra (IPCN), organização em que militava na época, para discutir o texto. O grupo revisou o texto e sugeriu modificá-lo de forma a mostrar o ponto de vista dos afrodescendentes sobre a questão. Aceita a sugestão de intervenção do IPCN, a cena foi alterada e Léa pôde atuar com mais confiança e desenvoltura de acordo com sua consciência política e racial.

O compromisso de Léa Garcia com a luta social da mulher negra continua firme, e ela vem sendo homenageada e premiada. Recebeu a medalha Pedro Ernesto da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em 1994; a medalha da Academia Brasileira de Letras; o Golfinho de Ouro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o Tatu de Prata de Melhor Atriz (pelo curta-metragem Memórias da Chibata, de Marcos Manhães Marins) em 2007; Menção Honrosa no Festival de Gramado de 2008 por sua atuação em Hoje tem Ragu, de Raul LaBancca; homenagem no Festival de Cinema do Rio Grande do Norte de 2009 pela sua atuação no filme Dias amargos de Sílvio Coutinho.

Léa Garcia atuou como conselheira do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro no período de 1999 a 2001. Eleita em 2010, ela hoje é diretora artística do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Direções (SATED).

Associada ao Sindicato dos Técnicos da Indústria Cinematográfica (STIC) na qualidade de roteirista de cinema, Léa é autora de dois filmes. Seu longa-metragem Aconteceu no Rio de Janeiro se compõe da adaptação cinematográfica de quatro contos de ficção de autores brasileiros. São eles “O batizado” de Cuti; “O cobrador e o deus vaca” e “Aconteceu no Rio de Janeiro” de Cidinha da Silva; ” Vovó veio para jantar” de Muniz Sodré. O média-metragem de ficção de Léa Garcia, Dublê de Ogum, se baseia no conto homônimo de Cidinha da Silva.

 

 

TEATRO

· Rapsódia Negra, 1952

· O Filho Pródigo, 1953

· O Imperador Jones, 1953

· Festival O’Neill, 1954

· Onde Está Marcada a Cruz, 1954

· O imperador Jones, 1954

· Todos os filhos de Deus têm asas, 1954

· Orfeu da Conceição, 1956

· Sortilégio – Mistério Negro, 1956

· Sortilégio – Mistério Negro, 1957

· Perdoa-me por Me Traíres, 1959

· A invasão, 1964

· Os construtores de Império, 1970

· Casa Grande e Senzala,1971

· Flicts, 1972

· O tesouro de Chica da Silva, 1972

· Crime Roubado, 1974

· Para mulheres que pensaram em suicídio, 1978

· Cenas Cariocas, 1983

· Piaf , 1983-1985

· Anjo Negro, 1994

· Musical – Romeu e Julieta, 1995

· Noites Negras– Mixmemória, 1996

· De coragem, suor e glória – Poemas Negros – Panorama da Palavra, 2000

· Romanceiro da Inconfidência, 2000 – 2001

· Disse me disse, 2003

· As pequenas rapozas, 2004 – 2005

 

 

TELEVISÃO

· 2010- A História de Ester – Rarã

· 2009- A Lei e o Crime – Clara

· 2007- Luz do Sol – Edite (Babá)

· 2006 – Cidadão Brasileiro – Dadá

· 2001- O Clone – Lola

· Você Decide:

1999 – Juízo Final

1996 – O Professor

1996 – Retrato em Preto e Branco

· 1999 – Suave Veneno – Selma

· 1997- Anjo Mau – Cida Ribeiro

· 1996 – Chica da Silva – Bastiana

· 1996 – O Campeão

· 1995 – Tocaia Grande – Isabel

· 1994 – A Viagem – Natália

· 1993 – Agosto – Sebastiana

· 1992 – Desejo – Mariana

· 1990 – Araponga – Mundica

· 1990 – Bandidos da Falange – Gladys

· 1990 – Otelo de Oliveira

· 1990 – Abolição – Aparecida

· 1987- Helena – Chica

· 1985 – Dona Beija – Flaviana

· 1983 – Quincas Berro D´água (Caso Especial)

· 1983 – Caso Adílio – o craque da esperança (Caso Especial)

· 1981 – Obrigado Doutor, episódio “Ramo de Salgueiro”

· 1980 – Marina – Leila

· 1980 – Carga Pesada, episódio “Vingança repartida”

· 1979 – Plantão de Polícia, episódio “Vampiros Tropicais”

· 1978 – Maria, Maria – Rita

· 1976 – Escrava Isaura – Rosa

· 1975 – A Moreninha – Duda

· 1974 – Fogo Sobre Terra – Lana

· 1974 – Uma questão de opinião (Caso Especial)

· 1974 – Sapiquá do Lazareno (Caso Especial)

· 1973 – Os Ossos do Barão – Marlene

· 1973 – O Baile (Caso Especial)

· 1973 – O Trio (Caso Especial)

· 1972 – Selva de Pedra – Elza

· 1971 – O Homem que Deve Morrer – Luana

· 1971 – Minha Doce Namorada

· 1970/ 1971 – Assim na Terra como no Céu

· 1969 – Acorrentados – Irmã Serafina

 

 

CINEMA

· 2009 – Dias Amargos (Silvio Coutinho)

· 2009 – Sudoeste (Eduardo Nunes)

· 2006 – Atabaque Nzinga (dir. Octávio Bezerra)

· 2006 – Hoje tem Ragú (dir. Raul Labancca)

· 2005 – Memórias da Chibata – Avó de Juca (dir. Marcos Manhas Marinho)

· 2005 – Mulheres do Brasil – Eunice ( dir. Malú Martino)

· 2005 – O Maior Amor do Mundo – Zezé (dir. Cacá Diegues)

· 2004 – Remissão (Silvio Coutinho)

· 2003 – As Filhas do Vento (dir. Joel Zito Araújo)

· 2002 – Nossa Senhora Meninas (dir. Jorge Coutinho)

· 1995 – Cruz e Souza – O Poeta do Desterro – Carolina (dir. Silvio Back)

· 1995 – Comportamento humano (dir. Flávio Leandro)

· 1984 – Diário de um sambista

· 1983 – Águia na cabeça (dir. Paulo Thiago)

· 1983 – Quilombo (dir. Cacá Diegues)

· 1978 – A Noiva da Cidade (dir. Alex Viany)

· 1977 – A Deusa Negra (dir. Ola Balogun)

· 1977- Feminino Plural (dir. Vera Figueiredo)

· 1976 – Ladrões de Cinema (dir. Fernando Cony Campos)

· 1972-1973 – O Forte (dir. Olney São São Paulo)

· 1969 – Em Compasso de Espera – Zefa (dir. Antunes Filho)

· 1963 – Ganga Zumba – Cipriana

· 1960 – Santo Módico (dir. Robert Mazoyer)

· 1958 – Os Bandeirantes – Herminia (dir. Marcel Camus)

· 1957 – Orfeu Negro – Serafina (Marcel Camus)

 

 

PRÊMIOS

Festival de Natal 2009

· Vencedora: melhor atriz por Dias Amargos – dirigido por Silvio Coutinho.

Festival de Gramado2004

· Vencedora: melhor atriz por Filhas do Vento, dirigido por Joel Zito Araújo.

Jornada Interncional de Cinema da Bahia – 2007

· Vencedora: “Tatu de Prata”. Melhor Atriz por Memórias da Chibata, dirigido por Marcos Manhães Marinho.

Ipeafro digitaliza acervo histórico de Abdias Nascimento para preservação da memória negra com apoio internacional

Esta publicação foi realizada pelo Ipeafro, com apoio financeiro dos países membros do Programa Iberarquivos e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)

Rio de Janeiro – O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) deu um importante passo na preservação da memória, legado e patrimônio afro-brasileiro ao digitalizar um extenso acervo histórico. Foram processadas 12 mil imagens, extraídas de 15 microfilmes, além de centenas de minutos de conteúdo audiovisual, provenientes de 51 fitas mini-DV. Parte desse material é inédito e documenta a atuação de pessoas e organizações da sociedade brasileira nas últimas décadas, com ênfase na luta antirracista e na valorização da cultura negra.

A iniciativa contou com apoio financeiro dos países membros do Programa Iberarquivos e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), por meio da Convocatória 2024. “A contemplação do nosso projeto no edital do Iberarquivos reforça a missão do Instituto de preservar a memória negra e evidencia o reconhecimento, por entidades arquivísticas nacionais e internacionais, do Ipeafro como guardião de um acervo de relevância para o Brasil e para os países integrantes do programa”, afirma Clícea Maria Miranda, diretora de Gestão do Acervo do Ipeafro.

A difusão do acervo digitalizado começará em janeiro de 2026, no site e nas redes sociais do Ipeafro. Uma prévia desse conteúdo já está acessível: as entrevistas de Abdias Nascimento no YouTube. O projeto também gerou um resultado imediato: em breve, o Ipeafro passará a integrar a Rede de Memória Virtual Brasileira da Biblioteca Nacional, um portal agregador de conteúdos digitais pertencentes a instituições de guarda de acervos distribuídas pelo país. 

Abaixo é possível acessar uma parte dos documentos disponibilizados ao público, bem como acessar vídeos que foram digitalizados de mini-dv – uma fita cassete digital compacta usada em filmadoras para vídeo digital.

Dossiês microfilmados

A lista completa dos dossiês microfilmados está disponível em Dossiês e RolosOs dossiês de nº 40 a 54 foram contemplados pelo edital do Iberarquivos e, ainda em 2026, estarão disponíveis para consulta presencial na sede do Ipeafro.

GALERIA DIGITAL: 12 IMAGENS DA “ATUAÇÃO POLÍTICA” COM CONTEXTO HISTÓRICO RESUMIDO

Seção Atuação Política

Em 1991, ao assumir a vaga de Darcy Ribeiro no Senado Federal, Abdias Nascimento despertou amplo interesse da imprensa nacional, que dedicou cobertura significativa ao fato. Na ocasião, foi considerado o primeiro senador negro do país. Contudo, em seu discurso de posse, Nascimento fez questão lembrar a memória histórica, listando outros parlamentares negros que já haviam integrado o Senado antes dele. O que verdadeiramente o distinguiu foi ter colocado a questão racial no centro de sua atuação parlamentar, transformando-a em eixo fundamental de suas proposições e debates. 

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Muito antes de a política de cotas se tornar Lei, no início do século 21, Abdias Nascimento e a coletividade negra já reivindicavam ações afirmativas voltadas à reparação da escravidão no Brasil — um sistema que historicamente empurrou pessoas negras para fora dos espaços de decisão que moldaram o país. Retomando a sua proposta de políticas afirmativas antirracistas, apresentada à Câmara dos Deputados em 1983, o senador Abdias Nascimento propôs cotas raciais no mercado de trabalho e no serviço público com recorte de gênero. Tendo como referência o dado oficial daquele momento de que 42,4% da população brasileira seria de cor preta ou parda, Abdias Nascimento definiu a cota de 20% para homens negros e mais 20% para mulheres negras. O projeto de lei incluiu programas de aprendizagem, treinamento e aperfeiçoamento técnico capazes de garantir a formação de profissionais em todas as áreas.

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Entre 3 e 23 de junho de 1998, o Senador Abdias Nascimento exibiu sua produção intelectual no Salão Negro do Senado Federal, com 53 pinturas e 40 textos de sua autoria. Em 2 de julho, um dia antes da abertura, a Agência Senado divulgou uma notícia sobre a “Mostra Cultural Afro-Brasileira”, reunindo obras que retratam orixás, entidades mitológicas egípcias e imagens do vodu haitiano. O professor Muniz Sodré, já à época ligado à Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ), comentou sobre a pintura de Abdias: “Seus quadros podem ser entendidos como movimento de obrigação ritualística, mas também como signos artísticos de uma busca ontológica a que o impele sua condição de negro consciente da diáspora escrava”.

No dia da abertura, o colunista Ricardo Boechat publicou outra nota, veiculada em vários jornais do país, sob o título “Efeito Viagra”. Ali, anunciava “polêmica à vista”, dando ênfase ao falo ereto de uma das pinturas apresentadas na mostra, a obra “Xangô Crucificado ou O Martírio de Malcolm”, da série que remete à tradição dos orixás, que mostra um homem negro pendurado numa cruz e remete ao tema do Cristo Negro – que Abdias Nascimento, no contexto de realizações do Teatro Experimental do Negro, explorava desde os anos 1950. Na vernissage, contam as reportagens, Abdias tentava explicar o contexto — o falo associado ao poder e à força, às tradições. Mas a nota de Boechat já havia direcionado a narrativa, pautando a imprensa presente. Nos dias seguintes, matérias foram publicadas em torno da polêmica, sendo uma das mais emblemáticas uma nota publicada na Revista Veja em 10 de junho de 1998, sob o título: “Xangô Assusta o Congresso”.

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GALERIA DE VÍDEOS:  TRECHOS DO ACERVO AUDIOVISUAL IPEAFRO DISPONIBILIZADOS NO YOUTUBE, COM SEUS CONTEXTOS HISTÓRICO RESUMIDOS NA DESCRIÇÃO DA LEGENDA

  1. Publicado no Youtube em 08/12/2025.
    Link: https://www.youtube.com/watch?v=mSQLONoey4Y
    Título: A 1ª Secretaria de Promoção da População Afro-Brasileira: a gestão de Abdias Nascimento
    Legenda: Em abril de 1991, Abdias Nascimento fez história ao assumir a primeira Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras no Brasil, no Rio de Janeiro. Sua ação foi imediata: criou um serviço pioneiro para registrar denúncias e acolher vítimas de discriminação racial. Em pouco mais de um ano, 57 casos foram atendidos pela assessoria jurídica. Este foi um marco na luta institucional contra o racismo no Brasil. O vídeo traz uma das inúmeras entrevistas concedidas pelo secretário Abdias Nascimento à imprensa, comentando questões relacionadas a sua gestão à frente da secretaria.
  2. Publicado no youtube em 10/12/2025.
    Link: https://www.youtube.com/watch?v=XIWbo4qHSV8  
    Título: Mãe Beata discursa durante  7° Congresso Internacional da Associação de Estudos Brasileiros (Brasa)
    Legenda: Fala de abertura de Mãe Beata Mae Beata de Yemanjá durante a mesa As obras e a influência de Abdias Nascimento, realizada durante o 7° Congresso Internacional da Associação de Estudos Brasileiros (Brasa), realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC – Rio), entre os dias 9 – 12 de junho de 2004. Organizada por J. Michael Turner, Hunter College, a mesa que celebrou a vida e a obra de Abdias Nascimento – naquele momento com 90 anos – foi realizada em 10 de junho, com participação de Ubiratan Castro de Araújo, Kabengele Munanga, Sueli Carneiro e João Luis Duboc Pinaud. Ainda como parte do Congresso, o Ipeafro realizou a exposição Abdias 90 Anos, uma Mini-Mostra, no Solar Grandjean de Montigny, também na PUC-Rio – cuja a vernissage pode ser vista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0EdlolXKesM.  
  3. Publicado no youtube em 08/12/2025.
    Link: https://www.youtube.com/watch?v=RuRo6VsPHCw 
    Título: Museógrafo Afonso Drummond comenta a exposição “Abdias Nascimento 90 anos: Memória Viva” (2004)
    Legenda: Em 2004, o Ipeafro, com apoio do Arquivo Nacional e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e patrocínio da Petrobras, celebrou os 90 anos de vida de Abdias Nascimento com a realização da exposição “Abdias Nascimento 90 anos: Memória Viva”, na sede do Arquivo Nacional no Rio. Com curadoria de Elisa Larkin Nascimento e projeto museográfico de Afonso Drumond, a mostra ocupou 700 m² com mais de 420 peças do acervo Ipeafro, incluindo obras do artista, dos artistas da coleção Museu de Arte Negra e documentos do Teatro Experimental do Negro. O sucesso foi tamanho que a temporada foi prorrogada duas vezes, com intensa visitação escolar, antes de seguir para Brasília e Salvador. Este vídeo traz comentários de Afonso Drummond no contexto expositivo. 
  4. Publicado no Youtube em 10/12/2025. Link: https://www.youtube.com/watch?v=Jf3xJBWBX88
    Título: Abdias Nascimento na Serra da Barriga: a voz do Memorial Zumbi pelo tombamento de Palmares (1983)
    Legenda:
    Trecho de documentário que registra uma das primeiras peregrinações organizadas pelo Memorial Zumbi à Serra da Barriga, em 1983. O pronunciamento de Abdias Nascimento fez parte de um dos atos públicos que o Memorial Zumbi promoveu em prol do tombamento das terras da República de Palmares, em Alagoas, conjunto de quilombos e centro de resistência à escravatura durante o período colonial no Brasil. O Memorial Zumbi, fundado em 1980, reunia intelectuais, organizações comunitárias e entidades do movimento negro de todo o Brasil, além de universidades e outros órgãos públicos tais como o Serviço Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN) e a Universidade Federal de Alagoas. A atuação sócio-política dessa organização e dos atores políticos que dela participavam desembocou na criação da Fundação Cultural Palmares, que em 1989 realizou a desapropriação das terras da Serra da Barriga. As peregrinações do Memorial Zumbi ajudaram a consolidar a proposta de comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra no dia 20 de novembro.
  5. Publicado no Youtube em 08/12/2025. Link: https://www.youtube.com/watch?v=0EdlolXKesM
    Título:
    Abertura da Mini-Mostra “Abdias 90 anos | Imagens raras da vernissage (PUC-Rio, 2004)
    Legenda: Este vídeo documenta a vernissage (abertura solene) da exposição “Abdias 90 Anos, uma Mini-Mostra”, um evento especial realizado durante o 7° Congresso Internacional da Associação de Estudos Brasileiros (Brasa). O congresso ocorreu na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), entre os dias 9 e 12 de junho de 2004. A recepção aconteceu no histórico Solar Grandjean de Montigny, na PUC-Rio, e celebrou os 90 anos do professor, artista, escritor, político e ativista pan-africanista Abdias Nascimento. As imagens capturam a atmosfera íntima e significativa dos bastidores do evento, registrando a presença e o convívio de personalidades fundamentais na luta pela igualdade racial, nas artes, na academia e no movimento social brasileiro. Além do próprio homenageado, Abdias Nascimento, é possível identificar no vídeo a presença de figuras marcantes como: Léa Garcia, atriz; Carlos Alberto Medeiros, jornalista; Ele Semog, poeta, escritor; Humberto Adami, advogado; Afonso Drummond, museógrafo da mostra; Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias e curadora da mostra; Lia Vieira, escritora e economista; Julio Cézar Tavares, antropólogo e professor; entre outras. 
  6. Publicado no youtube em 08/12/2025.
    Link: https://www.youtube.com/watch?v=x9xxhjBQHhk
    Título:
    Abdias Nascimento fala sobre a sua experiência lecionando nos Estados Unidos (1970)
    Legenda: Esta entrevista histórica, filmada em 1970, captura Abdias Nascimento em um momento-chave de sua projeção intelectual internacional. Realizada pela agência cultural dos Estados Unidos na Universidade Wesleyan, em Connecticut, o registro documenta sua atuação como Professor Visitante e Fellow do seminário “A Humanidade em Revolta”. Na ocasião, ele dialogou e debateu com grandes intelectuais da época — como o arquiteto Buckminster Fuller, o compositor John Cage e o filósofo Herbert Marcuse — inserindo a luta e o pensamento negro brasileiro no centro do debate acadêmico ocidental de vanguarda. As imagens e a entrevista constituem um testemunho audiovisual raro de sua inserção em um fórum tão relevante. Um detalhe singular: o casaco de tapeçaria usado por Abdias Nascimento durante a gravação foi criado pela artista Iara Rosa em 1968, quando ele se preparava para viajar aos Estados Unidos para um intercâmbio cultural, que se estendeu em um período de autoexílio devido à intensificação da ditadura militar brasileira, especialmente após a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968. Até hoje, essa peça integra a coleção museológica do acervo do Abdias Nascimento | Ipeafro.
  7. Publicado no Youtube em 15/12/2025.
    Link: https://www.youtube.com/watch?v=64OSRu8FWG4
    Título: Palmares como modelo: Abdias Nascimento e a lição para o futuro do Brasil (anos 1980)
    Legenda: Abdias Nascimento defende que o futuro do Brasil pode aprender com o passado. Neste trecho, ele analisa a formação histórica dos quilombos e destaca o Quilombo dos Palmares como um modelo inspirador de organização social e econômica. Para Abdias, Palmares foi mais do que um refúgio: foi uma sociedade que propunha uma divisão mais igualitária das riquezas produzidas coletivamente — um contraponto direto ao sistema escravocrata. As entrevistas foram gravadas nos anos 1980, um período especial na retomada da memória negra, quando Abdias e diversas pessoas e movimentos faziam peregrinações à Serra da Barriga, em Alagoas, local que abrigou o quilombo. Sua fala é um chamado à reflexão: “O Brasil, se realmente quer implantar um regime democrático, igualitário e fraterno, tem que primeiro aprender com a lição de Palmares”.
  8. Publicado no Youtube em 18/12/2025.
    Link: 
    https://www.youtube.com/watch?v=JUMoIkCinL0 
    Título: Jurema Werneck discursa na premiação de Abdias Nascimento pela ONU | SESC Flamengo (2003)
    Legenda: Discurso de Jurema Werneck, no dia 26 de novembro de 2003, no SESC Flamengo, no Rio de Janeiro, em cerimônia em que o ativista, escritor e artista Abdias Nascimento foi agraciado com o Prêmio Comemorativo das Organizações das Nações Unidas (ONU) por Serviços Relevantes em Direitos Humanos. Uma homenagem da ONU a uma vida inteira dedicada à luta contra o racismo e em defesa da população negra no Brasil e no mundo.

Esta publicação foi realizada pelo Ipeafro, com apoio financeiro dos países membros do Programa Iberarquivos e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

Sobre o Ipeafro
Fundado por Abdias Nascimento e Elisa Larkin Nascimento em 1981, o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é uma associação sem fins lucrativos com sede no Rio de Janeiro. Sua missão é preservar, gerir, articular e difundir o acervo de Abdias Nascimento e das organizações que ele criou – Teatro Experimental do Negro e o Museu de Arte Negra – para a permanência de memória e resistência. O acervo contém uma coleção museológica da própria produção artística de Nascimento e de obras doadas ao Museu de Arte Negra, que nasceu da atuação do Teatro Experimental do Negro, fundado e dirigido por Nascimento a partir de 1944. O acervo documental do Ipeafro reúne a iconografia, os registros audiovisuais e os documentos de texto (recortes de jornais e revistas, programas teatrais, manuscritos, correspondências, registros de sua atuação parlamentar, etc) produzidos e recebidos por Abdias Nascimento e pelas organizações que ele fundou.

 

Programação especial no Theatro Municipal do Rio e no Muhcab celebra os 80 do Teatro Experimental do Negro (TEN)


Os eventos nos dias 11 e 13 de outubro contarão com o lançamento da nova edição do livro “Dramas para Negros e Prólogo para Brancos”, de Abdias Nascimento, e sessões especiais do filme “Ecos do Teatro Experimental do Negro”, de Daniel Solá Santiago

Em 1945, pela primeira vez, atores negros pisaram enquanto protagonistas no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um marco histórico possibilitado pelo Teatro Experimental do Negro (TEN). A companhia teatral foi pioneira na luta pela inclusão de artistas negros nos espaços culturais mais prestigiados do Brasil. O grupo revelou talentos como Ruth de Souza, Léa Garcia, Grande Otelo e Milton Gonçalves, abrindo caminho para gerações de artistas negros no teatro, cinema e televisão. Fundado em 13 de outubro de 1944 por Abdias Nascimento, José Herbal, Theodorico dos Santos, Aguinaldo Camargo e Wilson Tibério no Café Vermelhinho, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, o grupo teve desde o início ampla visibilidade. O jornal O Radical de 14 de outubro de 1944 registrou o fato histórico, informando que ao grupo inicial se juntaram Arinda Serafim, Ruth de Souza, Claudiano Filho, Oscar Araújo, José da Silva, Antonieta, Antonio Barbosa e Natalino Dionísio, entre muitos outros.  

Para celebrar os 80 anos do TEN, o Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros), a DSS Produções e Temporal Editora levarão novamente ao Theatro Municipal o espírito da cultura e da arte que impulsionaram aqueles pioneiros e pioneiras  a criar um dos movimentos cênicos mais importantes do país. Na sexta-feira, 11 de outubro de 2024, a Sala Mário Tavares do Theatro Municipal do Rio de Janeiro receberá o lançamento da primeira reedição de Dramas para Negros e Prólogo para Brancos (Temporal Editora | Ipeafro), uma obra que desde 1961 se mantém como referência ao tratar das questões raciais no Brasil por meio da dramaturgia. Esta nova edição inclui as nove peças da antologia original, entre elas O filho pródigo, de Lúcio Cardoso, Sortilégio, mistério negro, de Abdias Nascimento – em sua primeira versão – e Anjo negro, de Nelson Rodrigues, além de textos inéditos que destacam a relevância histórica e atual do TEN.

No mesmo dia, haverá uma exibição especial do filme Ecos do Teatro Experimental do Negro, dirigido por Daniel Solá Santiago. O documentário explora as encenações marcantes do TEN e seu impacto transformador na valorização da cultura negra no Brasil, trazendo depoimentos inéditos de grandes artistas como Bibi Ferreira, Lázaro Ramos, Léa Garcia e Aílton Graça. A obra destaca o histórico momento em que atores negros, pela primeira vez, subiram ao palco do Theatro Municipal, com a montagem de O Imperador Jones em 1945.

No domingo, 13 de outubro, a programação se desloca para o Muhcab (Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira), com mais uma exibição especial do filme, seguida de uma roda de conversa. Além disso, o público presente também poderá participar do lançamento oficial da nova edição do livro, que será acompanhado por conversas sobre o legado do TEN e a luta contra o racismo nas artes cênicas. O evento terá participação da DJ Bieta.

O documentário Ecos do Teatro Experimental do Negro e a nova edição de Dramas para Negros e Prólogo para Brancos são marcos importantes que integram o Biênio Abdias Nascimento, um conjunto de ações celebrando o 110º aniversário de Abdias e os 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN) em 2024. Em 2025, serão celebrados os 80 anos da estreia do TEN, os 75 anos do 1° Congresso do Negro Brasileiro e os 70 anos do Concurso do Cristo Negro, parte das ações do Museu de Arte Negra.

SERVIÇO

Eventos de celebração dos 80 anos do Teatro Experimental do Negro
Realização: Ipeafro, DSS Produções e Temporal Editora
1)     Local: Sala Mário Tavares | Theatro Municipal do Rio
Data:
11 de outubro de 2024 (sexta-feira)
Endereço: Av. Alm. Barroso, 14/16 – Centro, Rio de Janeiro – RJ – próximo a estação Carioca do Metrô
Entrada: Gratuita.
A sessão do filme é 150 pessoas, sujeito a lotação. Esta atividade requer inscrição prévia via formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScrrxfQTiIUa3a8-LSZI5cPdkTOg95XoTOnbVQrLO7PH1qzKw/viewform?usp=sf_link
Programação:
15h | Abertura e coquetel de lançamento do livro “Dramas para Negros e Prólogo para Brancos”, de Abdias Nascimento
16h | Exibição especial do filme “Ecos do Teatro Experimental do Negro”
18h30 | Debate
19h30 | Coquetel e confraternização                                                                                                                               
20h30 | Encerramento  
2)     Local: Muhcab – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
Data:
13 de outubro de 2024
Endereço:
R. Pedro Ernesto, 80 – Gamboa, Rio de Janeiro
Entrada: Gratuita. Basta se apresentar na porta do museu
Programação:
13h30 | Abertura com lançamento do livro “Dramas para Negros e Prólogo para Brancos”. Coquetel e apresentação da DJ Bieta
14h30 | Exibição especial do filme “Ecos do Teatro Experimental do Negro”
16h45 | Roda de conversa
18h | Coquetel e apresentação da DJ Bieta
19h | Encerramento

Sobre Abdias Nascimento (1914 – 2011)
Poeta, dramaturgo, artista visual e ativista pan-africano, foi deputado federal, senador da República e Professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York (EUA). Fundou o Teatro Experimental do Negro em 1944. Organizou em 1950 o 1o Congresso do Negro Brasileiro, que decidiu pela necessidade de se criar um Museu de Arte Negra. Abdias atuou como curador do projeto de 1950 até 1968. No exílio durante o período do regime autoritário, ele continuou colecionando obras doadas à coleção por artistas africanos e da diáspora, fazendo contatos com artistas e conceituando o que seria um Museu de Arte Negra. A partir de 1968, ele desenvolveu seu próprio trabalho na pintura e exibiu em museus, galerias, centros culturais e universidades em todas as regiões dos Estados Unidos. Continuou pintando na volta ao Brasil, onde fundou o Ipeafro, que realizou exposições em museus e instituições culturais em Paris e em várias cidades do Brasil. A retrospectiva dos 90 anos de vida de Abdias ocupou todos os espaços expositivos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro em 2004-2005, seguindo para Brasília e Salvador em 2006. Sua individual marcou a agenda de 2019 no Museu de Arte Contemporânea de Niterói com seminário de curadores e artistas negrxs. Em 2020, sua individual no Festival Sonsbeek se realizou no Stedelijk Museu de Arte Contemporânea de Amsterdã, na Holanda. Em 2023, o conceito de Quilombismo desenvolvido por Abdias Nascimento foi o tema gerador da exposição inaugural da nova fase do Haus der Kulturen der Welt, instituição do Ministério da Cultura da Alemanha em Berlin. De 2021 a 2024, o legado de Abdias Nascimento e do Museu de Arte Negra ocuparam diversos espaços do Instituto Inhotim, em torno da exposição realizada em quatro atos na Galeria Mata. Em 2009, Abdias Nascimento foi oficialmente indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelo conjunto de sua obra, e em 2024, seu nome foi inscrito no livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

Sobre Daniel Solá Santiago
Documentarista e produtor audiovisual, participou da produção de diversos filmes do Cinema brasileiro e internacional: “Eles não usam black tie” (Leon Hirszman), “Pixote, a lei do mais fraco” (Hector Babenco), The Emerald Forest (John Boorman) entre outro. Produziu de inúmeras séries e peças comerciais e institucionais. Foi docente de Cinema na Escola Livre de Santo André e  associado à APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro e APACI. É diretor dos filmes documentários “Família Alcântara”, “Brasilândia”, “Vila Mariana”, “Maria Faz Anos”, “Coração do Brasil”, “Memória Possível”, “Filhos das Cotas “  e “Ecos do Teatro Experimental do Negro”. Desenvolve os projetos “Preto Laranja”, “Money Black Made In Brazil”, “Racismo Ambiental”, “Elza’s”, “Gia” e “Família Alcânta 20 Anos+”. Atualmente é membro honorário da Academia Brasileira de Cinema e conselheiro do Cinema da Universidade de São Paulo.  Foi reeleito presidente da APACI – Associação Paulista de Cineastas, para o triênio 2021/2023.

Sobre Ipeafro
Fundado por Abdias Nascimento e Elisa Larkin Nascimento em 1981, o Ipeafro é uma associação sem fins lucrativos com sede no Rio de Janeiro. Sua missão é preservar, gerir, articular e difundir o acervo de Abdias Nascimento para a permanência de memória e resistência. O acervo contém uma coleção museológica da própria produção artística de Nascimento e de obras doadas para o projeto Museu de Arte Negra, que nasceu da atuação do Teatro Experimental do Negro, fundado e dirigido por Nascimento a partir de 1944. Oacervo documental do Ipeafro reúne a iconografia e os documentos de texto (recortes de jornais e revistas, programas teatrais, manuscritos, correspondências, registros de sua atuação parlamentar, etc.) de Abdias Nascimento e das organizações que ele criou. O conteúdo do acervo possibilita ações com múltiplas expressões nos mais variados contextos. Com base no conteúdo do acervo, o Ipeafro desenvolve ações na área do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira através de exposições, fóruns, cursos, oficinas e publicações. O Ipeafro disponibiliza e difunde o conteúdo do acervo também por meio de seu site e outros canais na internet.

Sobre a Temporal Editora
Fundada em 2018, a Temporal nasceu a partir do projeto de trazer ao público brasileiro obras da dramaturgia contemporânea, tanto nacional como estrangeira, inéditas ou esgotadas no  país. Dada a amplitude do universo teatral, a Temporal também publica textos teóricos e críticos que ajudem a refletir sobre as obras ficcionais desse gênero.

Performance e lançamento de livro marcam presença do Ipeafro no 7º Fórum Negro de Arte e Cultura, em Salvador

Montagem de “Sortilégio” pela Cia. Teatral Abdias Nascimento, 2014. Direção: Ângelo Flávio Zuhalê. Foto: Murilo Oliveira

O Ipeafro e o 7º Fórum Negro de Arte e Cultura celebram o clássico do teatro negro brasileiro com o lançamento do livro “Sortilégio”, de Abdias Nascimento, e performance do premiado artista baiano Ângelo Flávio. 

Na próxima sexta-feira, 1º de dezembro, às 19h, no Teatro Experimental, localizado na Escola de Dança da UFBA – Universidade Federal da Bahia, Campus Ondina, o público soteropolitano poderá conferir uma performance inédita do premiado artista Ângelo Flávio para celebrar, dentro da programação do 7º Fórum Negro de Arte e Cultura da UFBA, o lançamento da edição atualizada da peça teatral Sortilégio, escrita por Abdias Nascimento (1914-2011). O evento é realizado em parceria com o IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, fundado por Abdias Nascimento e Elisa Larkin Nascimento em 1981.

Abdias Nascimento já foi descrito como o mais completo intelectual e homem de cultura do mundo africano do século XX. Poeta, escritor, dramaturgo, artista visual e ativista pan-africanista, ele fundou o Teatro Experimental do Negro e o projeto Museu de Arte Negra. Suas pinturas, largamente exibidas dentro e fora do Brasil, exploram o legado cultural africano no contexto do combate ao racismo. Professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York, no campo político ele atuou como deputado federal, senador da República e secretário do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Após a performance, haverá um bate-papo com Ângelo Flávio, ator, diretor, dramaturgo, roteirista, apresentador, iluminador e repórter, artista polivalente, mestrando em Poéticas e Processos da Encenação pelo PPGAC/ UFBA e bacharel em Artes Cênicas pela Escola de Teatro / UFBA que recebe Elisa Larkin Nascimento, escritora e diretora do Ipeafro, doutora em Psicologia pela USP, e  Jessé Oliveira, fundador do Grupo Teatral Caixa-Preta, gestor cultural, encenador e doutorando em Artes Cênicas pelo PPGAC – UFRGS para uma conversa sobre a obra.

O lançamento visa propiciar que a obra de Abdias do Nascimento, atinja novos públicos, em especial, mais jovens, que poderão se apropriar do conceito inovador e visionário do grande intelectual, que nos deixa um legado de militância, ações e uma ampla produção artística, nas mais diversas linguagens. A performance e lançamento do livro tem o apoio da Katuka Africanidades e da Editora Perspectiva.

SERVIÇO

O quê: Performance com Ângelo Flávio, seguido de bate-papo com o artista, Elisa Larkin Nascimento e Jessé Oliveira + lançamento do livro SORTILÉGIO;
Quando: 1º/12/2023, às 19h.
Onde: Teatro Experimental- Escola de Dança da UFBA- Campus Ondina
Ingresso:  entrada franca, mediante a lotação do espaço

SORTILÉGIO
Incrível a atualidade desse clássico do teatro negro brasileiro. A cada vez que nos deparamos com um texto de Abdias Nascimento, salta aos olhos o frescor, a pertinência e a contundência de sua prosa ou poesia, de seus diálogos, de sua força, de sua capacidade como orador. Sortilégio escancara a brutalidade do racismo no Brasil, denuncia a farsa da democracia racial e ainda ilumina e se abre para uma poderosa cultura brasileira de matriz africana. Nesta edição do texto definitivo da peça, musicado por Nei Lopes, Elisa Larkin Nascimento escreve sobre as encruzilhadas e os diálogos que a obra provoca entre o masculino e feminino, o moderno e o contemporâneo. O gestor cultural Jessé Oliveira, diretor fundador do coletivo de teatro negro Caixa Preta, de Porto Alegre, traz à cena os realizadores atuais de teatro negro. Entrevistas com Léa Garcia, atriz protagonista da montagem de estreia em 1957, e Ângelo Flávio Zuhalê, diretor da montagem de 2014, centenário de Abdias Nascimento, situam o texto nas situações concretas de montagem: Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 1957, e Teatro Vila Velha, Salvador, 2014.

 

FICHA TÉCNICA
Autor: Abdias Nascimento
Apresentação e Prefácio: Elisa Larkin Nascimento
Participação: Léa Garcia, Jessé Oliveira e Ângelo Flávio Zuhalê
Assunto: Teatro / Dramaturgia
Coleção: Paralelos
Editora: Perspectiva
Formato: Brochura
Dimensões: 14 x 21 cm
160 páginas
ISBN 9786555051087
E-book: 9786555051094
Lançamento: 27/05/2022

7º FNAC
De 30 de novembro a 02 de dezembro de 2023, a cidade de Salvador sediará a 7ª edição do Fórum Negro de Arte e Cultura (FNAC) na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e no Teatro da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus I (Cabula), sob o tema “Sankofar: Artes, Memórias, Militâncias Negras e outras Poéticas”, este evento de caráter internacional celebrará a cultura negro-brasileira e a luta contra o racismo.  O FNAC 2023 reúne professores, pesquisadores, mestres e mestras da tradição, artistas, estudantes e membros da sociedade civil, todos engajados na luta antirracista dentro e fora das instituições acadêmicas. A programação deste ano é especial e incluirá uma série de atividades que celebram os sete anos de história do FNAC.

Mais informações acesse:
Site: https://www.even3.com.br/7fnac/
Contato: forumnegroarteecultura@gmail.com
Instagram: https://instagram.com/forumnegro?igshid=OGQ5ZDc2ODk2ZA==

 

IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é uma associação sem fins lucrativos com sede no Rio de Janeiro que exerce sua ação em quatro áreas: ensino, pesquisa, cultura e documentação. O Ipeafro cuida e faz a gestão do legado e do acervo documental, iconográfico e artístico de Abdias Nascimento e das organizações que ele criou, como o Teatro Experimental do Negro e o projeto Museu de Arte Negra. O acervo possibilita múltiplas expressões nos mais variados contextos. Esse trabalho dá sustento às atividades do Ipeafro na área do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira através de exposições, fóruns, cursos, performances e publicações. O conteúdo do acervo também é disponibilizado e difundido por meio de site e outros canais do Ipeafro na internet.

Site: https://ipeafro.org.br/
Contato: redes@ipeafro.org.br
Instagram: https://www.instagram.com/ipeafro/

Ipeafro apoio filme “Encruzilhada – entre terreiro e quilombo em Jacarepaguá”

Nesta quinta, 30/3, às 13h, tem cine debate com o diretor do filme “Encruzilhada: entre terreiro e quilombo em Jacarepaguá”, Paulo Mileno, no CIEP 321 Dr. Ulysses Guimarães, em Curicica, Rio de. O filme traz depoimentos de Léa Garcia, Luiz Carlos Gá, Muniz Sodré, Elisa Larkin Nascimento, Abdias Nascimento Filho, Jayro Pereira de Jesus, Júlio Dória, Mária Lúcia dos Santos Mesquita e Paulo Mileno. O Ipeafro é apoiador cultural do filme. 

“Abdias Vive!” leva cultura afro-brasileira à Casa de Cultura Mario Quintana

Porto Alegre, março de 2023 – Como parte da Agenda 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, parte das atividades do Março Por Marielle e Anderson e em comemoração ao aniversário de nascimento do professor e ativista Abdias Nascimento, o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), realiza, em Porto Alegre, no dia 14 de março, às 19h, na Casa de Cultura Mario Quintana, o evento “Abdias Vive!”, com lançamento de dois livros fundamentais para a memória do protagonismo negro na constituição deste país: o clássico do Teatro Negro Brasileiro, ‘Sortilégio’, de Abdias Nascimento, e ‘Abdias Nascimento, a Luta na Política’, de Elisa Larkin Nascimento, diretora do Ipeafro. O encontro reunirá intelectualidades brasileiras e vai contar com uma performance artística sobre as obras lançadas. A produção do evento, o roteiro e a direção artística são do premiado teatrólogo Ângelo Flávio Zuhalê, que também vai participar de uma roda de conversa sobre os livros com o diretor teatral e gestor cultural Jessé Oliveira e com Elisa Larkin Nascimento. Além disso, o evento terá uma sessão de autógrafos e confraternização com o público. A entrada é gratuita.

‘Sortilégio’, de Abdias Nascimento, e ‘Abdias Nascimento, a Luta na Política’, de Elisa Larkin Nascimento, cientista social e companheira de Abdias durante os últimos 38 anos de sua vida, são publicações da Editora Perspectiva, em parceria com o IPEAFRO. Os dois volumes abordam as dinâmicas entre arte e política na vida e obra de Abdias Nascimento. Escrito em 1951, lançado em 1959, revisto em 1978 e atualizado em 2022, ‘Sortilégio’ corrobora a atualidade do pensamento do autor, cuja criação passou do moderno ao contemporâneo. Já ‘Abdias Nascimento, a Luta na Política’ focaliza seus mandatos parlamentares e resgata a história do Memorial Zumbi, articulação nacional
em torno da recuperação das terras da República de Palmares, que desembocou na criação da Fundação Cultural Palmares. Para Abdias, a arte foi um meio para enfrentar a urgente questão política das condições de vida das populações negras no Brasil e no mundo. “Nosso Teatro seria um laboratório de experimentação cultural e artística, cujo trabalho, ação e produção explícita e claramente enfrentavam a supremacia cultural elitista-arianizante das classes dominantes”, escreveu Abdias Nascimento em ´O Quilombismo´ (2019; pág 92-93), uma de suas principais obras que retrata esse olhar do futuro em nosso presente.

Abdias Nascimento foi uma das lideranças negras precursoras na política nacional, tanto na Câmara e quanto no Senado.  A obra ‘Abdias Nascimento, a Luta na Política’ traz a participação de quatro parlamentares que dão continuidade ao legado de Nascimento e registraram na publicação sua admiração por sua trajetória. Atualmente Deputada Federal e tendo sido a 59ª Governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva tem suas memórias registradas na obra, em entrevista feita por Elisa Larkin Nascimento. Outra precursora negra na política, tendo sido a primeira Deputada Estadual transgênero eleita em São Paulo, Érica Malunguinho apresenta o texto ‘Abdias Nascimento e nós: relato de heranças seculares’. Já a Deputada Federal Talíria Petrone escreveu o texto intitulado ‘Abdias griot da luta negra no Brasil, seu legado está vivo’. Por fim, o Senador da República Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, participa da obra com a poesia ‘Abdias’, na qual relata sua relação de admiração por Abdias Nascimento: “Impossível descrever toda a admiração que tenho por essa figura exemplar e na qual muitas vezes procuro espelhar-me na busca para proporcionar mais justiça social para as classes menos favorecidas deste País; em especial afrodescendentes, aos quais o País tanto deve pelas vicissitudes às quais os submeteu, principalmente durante o Brasil-Colônia e Império, e pelas diferenças ainda hoje observadas na sociedade, que os impedem de integrar-se totalmente e ascender aos postos cujo direito não lhes pode ser negado”. 

Em continuidade ao tour de lançamento dos livros iniciado em 2022, que passou pelo Terreiro Contemporâneo, reduto das artes negras no Rio de Janeiro, e pelo Aparelha Luzia, centro cultural e quilombo urbano de São Paulo, a programação de lançamento em Porto Alegre vai contar com uma performance artística sobre as obras lançadas.

O SIMBOLISMO DO 14 DE MARÇO
O quatorze de março une três personalidades negras que entraram para a história. Em 1914, nasceram Abdias Nascimento e a escritora Carolina Maria de Jesus. Neste mesmo dia, em 2018, foram assassinados a vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes. O Ipeafro realizava uma série de atividades no âmbito do Fórum Social Mundial, em Salvador (BA), em torno do lançamento, no aniversário do autor, da nova edição do livro ‘O Genocídio do Negro Brasileiro’ quando recebeu a notícia do assassinato da vereadora.

“Uma liderança com aquela dimensão, assassinada no dia do nascimento de dois ancestrais tão significativos – parecia que o universo nos chamava para pensar sobre vida, morte e continuidade da luta. Então, no ano posterior, em parceria com a Redes da Maré, Criola, FOPIR e 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo e, com o apoio do Itaú Cultural, realizamos a exposição “Abdias Nascimento, a Arte de um Guerreiro” no Centro de Artes da Maré, na favela da Nova Holanda, Complexo da Maré, território onde Marielle nasceu e foi criada. A exposição ficou aberta de 14 de
março a 14 de junho de 2019. Desde então, o Ipeafro vem intensificando as ações de memória e valorização do legado dessas três importantes personalidades”, relembra Elisa Larkin.

Desde 2009, o dia 14 de março é Dia do Ativista por lei estadual no Rio de Janeiro, em homenagem a Abdias Nascimento. Em 2018, o mesmo dia foi instituído como Dia Marielle Franco de Luta contra o Genocídio das Mulheres Negras. Em 2023, completam-se cinco anos sem respostas sobre quem mandou matar Marielle. Mesmo com trajetórias distintas, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Marielle Franco nos inspiram a refletir sobre a situação do país e das condições ainda impostas à população negra. Com suas obras e legados, que ultrapassam o corpo físico, essas personalidades denunciaram o racismo brasileiro ao mundo e dedicaram suas vidas a resistir contra ele, ao lado de toda a população negra e seus aliados.

SERVIÇO

Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Teatro Carlos Carvalho
Endereço: Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre – RS, 90020-004
Data: 14 de março de 2023
Horário: 19h
Entrada gratuita

Programação:
19h – Recepção ao público
19h30 – Performance artística sobre as obras lançadas
20h – Mesa de apresentação dos livros, com Ângelo Flávio Zuhalê, Jessé Oliveira e Elisa Larkin Nascimento
21h – Sessão de autógrafos e confraternização

A livraria Taverna informa que o preço de venda dos livros será o preço de capa:
Abdias Nascimento – a Luta na Política, R$ 59,90
Sortilégio – Mistério Negro, R$ 44,90
Pagamento: todos as bandeiras de cartões de crédito e débito, pix e dinheiro. Parcelamento nas compras acima de R$ 100 reais.

SINOPSES DOS LIVROS
1. SORTILÉGIO
Incrível a atualidade desse clássico do teatro negro brasileiro. A cada vez que nos deparamos com um texto de Abdias Nascimento, salta aos olhos o frescor, a pertinência e a contundência de sua prosa ou poesia, de seus diálogos, de sua força, de sua capacidade como orador. Sortilégio escancara a brutalidade do racismo no Brasil, denuncia a farsa da democracia racial e ainda ilumina e se abre para uma poderosa cultura brasileira de matriz africana. Esta edição
marca o estabelecimento do texto definitivo da peça, musicado por Nei Lopes, e traz análise de Elisa Larkin Nascimento sobre as encruzilhadas e os diálogos que a obra provoca entre o masculino e feminino, o moderno e o contemporâneo. Em texto do diretor, produtor e gestor cultural Jessé Oliveira, o livro traz à cena os realizadores atuais de teatro negro, complementado por entrevistas com Léa Garcia, atriz protagonista da montagem de estreia em 1957, e Ângelo Flávio Zuhalê, diretor da montagem de 2014, centenário de Abdias Nascimento.

FICHA TÉCNICA
Autor: Abdias Nascimento
Apresentação e Prefácio: Elisa Larkin Nascimento
Participação: Léa Garcia, Jessé Oliveira e Ângelo Flávio Zuhalê
Assunto: Teatro / Dramaturgia
Coleção: Paralelos
Formato: Brochura
Dimensões: 14 x 21 cm
160 páginas
ISBN 9786555051087
E-book: 9786555051094
Lançamento: 27/05/2022

2. ABDIAS NASCIMENTO, A LUTA NA POLÍTICA
Abdias Nascimento foi uma das mais importantes e brilhantes lideranças do Brasil, dedicando-se intensamente ao enfrentamento do racismo e à promoção do legado cultural afro-brasileiro. Escritor, artista plástico, dramaturgo, deixou um legado cultural incontornável através do TEN, Teatro Experimental do Negro, das pinturas que realçam sua ligação com a cultura africana e dos livros que denunciam o racismo e a violência das relações étnico raciais no Brasil. Na década de 1980, ele se dedicou à política institucional do Congresso Nacional, onde acreditava ser necessário pôr em pauta as questões raciais e implementar políticas públicas de reparação. Muito do debate atual e das políticas públicas inauguradas no país, nós devemos à sua atuação parlamentar, que é o objeto deste livro.

FICHA TÉCNICA
Autora: Elisa Larkin Nascimento
Coleção: Debates
Assunto: Política
Formato: Brochura
Dimensões: 11,5 x 20,5 cm
240 páginas
ISBN 9786555050806
E-book 9786555050813
Preço E-book: R$ 34,90
Lançamento: 29/11/2021

PARTICIPANTES DA RODA DE CONVERSA

Sobre Elisa Larkin Nascimento
É mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova York (EUA) e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi parceira de Abdias Nascimento. Juntos fundaram o IPEAFRO, em 1981. Elisa conceituou o fórum Educação Afirmativa Sankofa e escreveu diversos livros, entre eles O Sortilégio da Cor; os quatro volumes da coleção Sankofa; Adinkra, Sabedoria em Símbolos Africanos e Abdias Nascimento, A Luta na Política. É curadora do Museu de Arte Negra virtual do IPEAFRO e participa da curadoria da exposição Abdias Nascimento e Museu de Arte Negra, realizada em parceria com o Inhotim (2021-24).

Sobre Ângelo Flávio Zuhalê
É ator, diretor, produtor, iluminador, dramaturgo, roteirista, preparador de elenco e repórter. Bacharel em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral formado pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (2006). Artista premiado e polivalente, ele fundou a primeira companhia de teatro negro em território acadêmico do Brasil, a Cia Teatral Abdias Nascimento na UFBA (2002). Paralelo à sua carreira profissional, Ângelo Flávio é um ativista que luta em defesa das causas sociais, temas sempre recorrentes em suas premiadas montagens. É pesquisador do teatro negro, com palestras em diversas universidades do país e um dos entrevistados do livro ‘Sortilégio’, ao lado de Léa Garcia e Jessé Oliveira.

Sobre Jessé Oliveira
É gestor cultural, autor e diretor de teatro, e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fundador do grupo Caixa-Preta, de Porto Alegre, ele dirigiu mais de 40 espetáculos, apresentados em todo o Brasil e na América Latina. Dirigiu Das Pferd des Heiligen na Alemanha, com texto de Viviane Juguero e argumento do diretor. Recebeu o Prêmio Florêncio de Melhor Espetáculo Estrangeiro no Uruguai, por ‘Hamlet Sincrético’. Tem livros publicados nos campos do teatro de rua e teatro negro. Dirigiu a Casa de Cultura Mario Quintana, e atualmente é Coordenador de Artes Cênicas de Porto Alegre.

Sobre o IPEAFRO
O IPEAFRO é uma instituição sem fins lucrativos que se dedica ao trabalho de preservação e difusão do acervo museológico e documental de Abdias Nascimento e das organizações que ele criou. Esse trabalho dá suporte à sua missão mais ampla de desenvolver ações de caráter educativo centradas no conhecimento e na valorização da história e cultura africanas e afro-brasileiras.

Sobre a Casa de Cultura Mario Quintana
A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) é uma instituição vinculada à Secretaria do Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac). Inaugurada em 1990, hoje é considerada um dos maiores centros culturais do Brasil, promovendo programações diversas em diferentes segmentos artísticos, como cinema, artes visuais, artes cênicas, música e dança. A Casa de Cultura Mario Quintana também sedia instituições culturais como o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), a Cinemateca Paulo Amorim, o Centro de Desenvolvimento e Expressão (CDE), o Instituto Estadual de Cinema (IECINE), Instituto estadual de Artes Cênicas (IEACEN), Instituto Estadual de Música (IEM) e Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi).

Sobre 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo
A campanha “21 Dias de Ativismo Contra o Racismo!” é uma série de eventos organizados de forma coletiva pela passagem do dia 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data faz alusão à manifestação pacífica feita pelas populações negras da África do Sul contra a Lei do Passe, que ditava por onde pessoas negras poderiam circular pela cidade, policiais do Regime do Apartheid reagiram de forma agressiva matando 69 manifestantes e ferindo outros 186. Esse ataque, em 21 de março de 1960, ficou conhecido como o “Massacre de Sharpeville”.

Sobre o Março Por Marielle e Anderson
Neste 14 de março completam 5 anos da morte de Marielle e Anderson, um crime que assustou e causou comoção e revolta em todo o país. Em diversas cidades do mundo, o caso tem gerado grandes manifestações por justiça e pelo avanço das investigações: “Quem mandou matar Marielle e por quê?”. Até hoje a pergunta permanece sem respostas. Funcionando desde 2019, o Instituto foi criado pela família de Marielle para “inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas da sociedade por um mundo mais justo e igualitário”. Em todo o Brasil e em várias partes fora do país são esperados atos, performances, rodas de conversa,
intervenções e outras agendas por justiça a Marielle e Anderson.

IMPRENSA:
GRIOT Assessoria | Cristhiane Faria – 11 9 5471 8879 | griot.assessoria@gmail.com

 

IPEAFRO promove celebração do 78º aniversário do Teatro Experimental do Negro

Atividade na Aparelha Luzia terá lançamento de dois livros que registram o legado de Abdias Nascimento, homenagem a coletivos de teatro negro de São Paulo e outras atrações

Abdias Nascimento (centro) ministra aula de alfabetização e cidadania no contexto de realizações do Teatro Experimental do Negro, 1944. Acervo Ipeafro

São Paulo, outubro de 2022 – Em comemoração ao 78° aniversário de fundação do Teatro Experimental do Negro (TEN), o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO) realiza em São Paulo, dia 13 de outubro, às 18h30, na Aparelha Luzia, centro cultural e quilombo urbano, o lançamento de dois livros fundamentais para a memória do protagonismo negro na constituição deste país: o clássico do Teatro Negro Brasileiro,  ‘Sortilégio’, de Abdias Nascimento, e ‘Abdias Nascimento, a Luta na Política’, de Elisa Larkin Nascimento. Será um encontro de intelectualidades negras – escritores, políticos, autoridades religiosas, ativistas e artistas comprometidos com a pauta racial. Entre os nomes confirmados estão Érica Malunguinho e Jessé Oliveira.

A programação trará a leitura dramática de trechos de Sortilégio e de textos da atuação política de Abdias Nascimento, além de uma homenagem do Ipeafro aos coletivos de teatro negro de São Paulo. O evento tem produção, roteiro e direção artística do premiado artista negro e baiano Ângelo Flávio Zuhalê. “A noite será uma linda  celebração  do legado do Teatro Experimental do Negro que inspirou os diversos coletivos de teatro negro em todo o país. O público entrará em contato com as personagens icônicas do clássico do Teatro Negro Brasileiro, Sortilégio, de Abdias Nascimento performadas por artistas da cena de São Paulo”, conta Zuhalê, que também é diretor teatral,  dramaturgo, roteirista e fundador da Cia. Teatral Abdias Nascimento, em 2002, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), primeira Cia. de teatro negro em território acadêmico do Brasil.

Fundado no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1944, o Teatro Experimental do Negro fez da arte dramática uma ferramenta política para inserir pessoas negras na cena brasileira. O grupo se propôs a recuperar as contribuições ao país da pessoa e da cultura africana e afrodescendente, negadas por uma sociedade imbuída de conceitos pseudo-científicos e eugenistas sobre a suposta inferioridade da raça negra. Mas o TEN ultrapassou a fronteira dos palcos: promoveu cursos de alfabetização e cidadania; fundou o jornal Quilombo, referência histórica da mídia negra; criou o Museu de Arte Negra, cujo acervo, guardado pelo Ipeafro, está em exposição na mostra Abdias Nascimento e o Museu de Arte Negra, no Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, até 2024. 

Levando  adiante o legado de Abdias Nascimento e das organizações criadas por ele, o Ipeafro escolheu a Aparelha Luzia, fundada em 2016 pela ativista, artista, crítica de arte, educadora e Deputada Estadual por São Paulo, Érica Malunguinho, para ser palco da celebração dessa data histórica. “O terreno urbano criado pela embaixadora do Museu de Arte Negra / Ipeafro, a deputada Érica Malunguinho, é foco de convivência das artes e artistas negras contemporâneas de todos os gêneros e gerações de São Paulo. A deputada é uma das várias herdeiras do legado de Abdias Nascimento e sua atuação nas artes e na política. Nada mais natural, adequado e inspirador do que realizar essa celebração na Aparelha Luzia”, diz Elisa Larkin Nascimento, autora, pesquisadora e co-fundadora do Ipeafro.

Diante da ameaça à democracia e dos recorrentes assassinatos e agressões à população negra e à comunidade LGBTQIA+ que nos afligem hoje, a celebração da companhia de teatro criada por Abdias Nascimento retoma e valoriza a atuação política deste intelectual e artista defensor dos direitos humanos, com o lançamento de dois livros que documentam sua trajetória. O livro Abdias Nascimento, a Luta na Política, de Elisa Larkin Nascimento, conta com um texto da deputada Érica Malunguinho. Ambas as autoras estarão presentes no evento para uma sessão de autógrafos, como também o ator e diretor teatral Jessé Oliveira, fundador do grupo Caixa Preta de teatro negro de Porto Alegre. Ele é autor do ensaio que traz a presença e o depoimento de protagonistas e realizadores do teatro negro atual, em todo o Brasil, para a nova edição do clássico do teatro negro brasileiro Sortilégio, de Abdias Nascimento. O livro inclui, ainda, uma entrevista com Ângelo Flávio, diretor e produtor da estreia mundial do texto definitivo de Sortilégio, que também participa da noite de autógrafos.

O evento, em comemoração ao 78° aniversário de fundação do Teatro Experimental do Negro é uma parceria institucional entre Aparelha Luzia, Editora Perspectiva, GRIOT Assessoria e IPEAFRO.

SERVIÇO
Evento: 78°aniversário de fundação do Teatro Experimental do Negra
Local: Aparelha Luzia – Rua Apa, 78 – Campos Elíseos, São Paulo
Horário: 18h30
Entrada: gratuita (sujeito a lotação)

SINOPSES DOS LIVROS

  1. SORTILÉGIO

Incrível a atualidade desse clássico do teatro negro brasileiro. A cada vez que nos deparamos com um texto de Abdias Nascimento, salta aos olhos o frescor, a pertinência e a contundência de sua prosa ou poesia, de seus diálogos, de sua força, de sua capacidade como orador. Sortilégio escancara a brutalidade do racismo no Brasil, denuncia a farsa da democracia racial e ainda ilumina e se abre para uma poderosa cultura brasileira de matriz africana. Esta edição marca o estabelecimento do texto definitivo da peça, musicado por Nei Lopes, e traz análise de Elisa Larkin Nascimento sobre as encruzilhadas e os diálogos que a obra provoca entre o masculino e feminino, o moderno e o contemporâneo. Em texto do diretor, produtor e gestor cultural Jessé Oliveira, o livro traz à cena os realizadores atuais de teatro negro, complementado por entrevistas com Léa Garcia, atriz protagonista da montagem de estreia em 1957, e Ângelo Flávio Zuhalê, diretor da montagem de 2014, centenário de Abdias Nascimento.

 

FICHA TÉCNICA

Autor: Abdias Nascimento
Apresentação e Prefácio: Elisa Larkin Nascimento
Participação: Léa Garcia, Jessé Oliveira e Ângelo Flávio Zuhalê
Assunto: Teatro / Dramaturgia
Coleção: Paralelos
Formato: Brochura
Dimensões: 14 x 21 cm
160 páginas
ISBN 9786555051087
E-book: 9786555051094
Lançamento: 27/05/2022

  1. ABDIAS NASCIMENTO, A LUTA NA POLÍTICA

Abdias Nascimento foi uma das mais importantes e brilhantes lideranças do Brasil, dedicando-se intensamente ao enfrentamento do racismo e à promoção do legado cultural afro-brasileiro. Escritor, artista plástico, dramaturgo, deixou um legado cultural incontornável através do TEN, Teatro Experimental do Negro, das pinturas que realçam sua ligação com a cultura africana e dos livros que denunciam o racismo e a violência das relações étnico raciais no Brasil. Na década de 1980, ele se dedicou à política institucional do Congresso Nacional, onde acreditava ser necessário pôr em pauta as questões raciais e implementar políticas públicas de reparação. Muito do debate atual e das políticas públicas inauguradas no país, nós devemos à sua atuação parlamentar, que é o objeto deste livro.

FICHA TÉCNICA

Autora: Elisa Larkin Nascimento
Coleção: Debates
Assunto: Política
Formato: Brochura
Dimensões: 11,5 x 20,5 cm
240 páginas
ISBN 9786555050806
E-book 9786555050813
Preço E-book: R$ 34,90
Lançamento: 29/11/2021

Sobre o IPEAFRO

O IPEAFRO é uma instituição sem fins lucrativos que se dedica ao trabalho de preservação e difusão do acervo museológico e documental de Abdias Nascimento e das organizações que ele criou. Esse trabalho dá suporte à sua missão mais ampla de desenvolver ações de caráter educativo centradas no conhecimento e na valorização da história e cultura africanas e afro-brasileiras.

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Sobre Elisa Larkin Nascimento 
É mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova York (EUA) e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi parceira de Abdias Nascimento. Juntos fundaram o IPEAFRO, em 1981. Elisa conceituou o fórum Educação Afirmativa Sankofa e escreveu diversos livros, entre eles O Sortilégio da Cor; os quatro volumes da coleção Sankofa; Adinkra, Sabedoria em Símbolos Africanos e Abdias Nascimento, A Luta na Política. É curadora do Museu de Arte Negra virtual do Ipeafro e participa da curadoria da exposição Abdias Nascimento e Museu de Arte Negra, realizada em parceria com o Inhotim (2021-24).

Sobre Ângelo Flávio Zuhalê 
É ator, diretor, produtor, iluminador, dramaturgo, roteirista, preparador de elenco e repórter. Bacharel em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral formado pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (2006). Artista premiado e polivalente, ele fundou a primeira companhia de teatro negro em território acadêmico do Brasil, a Cia Teatral Abdias Nascimento na UFBA (2002). Paralelo à sua carreira profissional, Ângelo Flávio é um ativista que luta em defesa das causas sociais, temas sempre recorrentes em suas premiadas montagens. É pesquisador do teatro negro, com palestras em diversas universidades dopaís e um dos entrevistados do livro Sortilégio, ao lado de Léa Garcia e Jessé Oliveira.

Sobre Jessé Oliveira 
Jessé Oliveira é gestor cultural, autor e diretor de teatro e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fundador do grupo Caixa-Preta, de Porto Alegre, ele dirigiu mais de 40 espetáculos, apresentados em todo o Brasil e na América Latina. Dirigiu Das Pferd des Heiligen na Alemanha, com texto de Viviane Juguero e argumento do diretor. Recebeu o Prêmio Florêncio de Melhor Espetáculo Estrangeiro no Uruguai, por Hamlet Sincrético. Tem livros publicados nos campos do teatro de rua e teatro negro. Dirigiu a Casa de Cultura Mário Quintana, e atualmente é Coordenador de Artes Cênicas de Porto Alegre. 

IMPRENSA:
GRIOT Assessoria | Cristhiane Faria – 11 9 5471 8879 | griot.assessoria@gmail.com   
IPEAFRO Comunicação | Julio Ricardo Menezes Silva | – 21 99722-5153 |redes@ipeafro.org.br 

 

Coluna Ipeafro no canal Pensar Africanamente discute 78° aniversário do TEN

Canal Pensar Africanamente
Coluna IPEAFRO
Terça-feira, 4 de outubro de 2022, 19:30

Tema: 78 Anos do Teatro Experimental do Negro

Em 13 de outubro de 1944, um grupo de artistas e intelectuais negros se reuniram para criar o Teatro Experimental do Negro (TEN). Nascido junto com o teatro moderno no Brasil, o TEN desenvolveu sua atuação teatral trazendo pessoas negras para o palco e para a dramaturgia como protagonistas. Além disso, atuava politicamente contra a discriminação racial e pelos direitos humanos e sociais do povo negro. Para marcar os 78 anos do TEN, o Ipeafro realiza ato cultural e lançamento de livros no Aparelha Luzia, em São Paulo, com direção artística de Ângelo Flávio e participação de Érica Malunguinho. Neste encontro, conversamos com duas pesquisadoras e protagonistas da cena contemporânea que estão entre os maiores pensadoras do teatro hoje.

A Editora Perspectiva oferece para sorteio dois exemplares de Sortilégio, a peça teatral de Abdias Nascimento. A nova edição do texto definitivo da peça inclui textos de Jessé Oliveira, fundador do grupo Caixa Preta, e entrevistas com os atores Léa Garcia e Ângelo Flávio. Um texto introdutório de Elisa Larkin Nascimento situa historicamente a trajetória e evolução desse clássico do teatro negro e do teatro brasileiro.

Participantes:

Carmen Luz é cineasta, coreógrafa, artista visual e diretora de teatro. É bacharel e licenciada em Português–Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pós-graduada em Cinema-Documentário pela Fundação Getulio Vargas, Pós-graduada em Teatro pela UFRJ e Mestre e Arte e Cultura pelo Programa de Pós-graduação em Artes da UERJ. É fundadora e diretora da Cia. Étnica de Dança e integrante da Orquestra de Pretxs Novxs e diretora do documentário Um filme de dança, de 2013.

Leda Maria Martins é poeta, ensaísta, dramaturga e professora. É mestra em Artes pela Indiana University e doutora em Letras/Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui pós-doutorados em Performance Studies pela New York University e em Performance e Rito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Publicou os livros O moderno teatro de Qorpo-Santo (Ed. UFMG, 1991), A cena em sombras (Perspectiva, 1995) e Afrografias da memória (Perspectiva, 1995). Em 2017 foi criado o Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras.
Leda é ainda Rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Jatobá, em Belo Horizonte.

Elisa Larkin Nascimento, organizadora do volume e autora dos textos de apresentação, é mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova York (EUA) e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), foi parceira de Abdias Nascimento. Juntos fundaram, em 1981, o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO). Ela conceituou o fórum Educação Afirmativa Sankofa e escreveu diversos livros, entre eles O Sortilégio da Cor; os quatro volumes da coleção Sankofa; Adinkra, Sabedoria em Símbolos Africanos e Abdias Nascimento, A Luta na Política. É curadora do Museu de Arte Negra online e participa da curadoria da exposição Abdias Nascimento e Museu de Arte Negra, realizada em parceria do Ipeafro com o Inhotim (2021-23).

Sorteio: Para participar do sorteio você precisa ter uma conta no Instagram. Até às 21h dia da coluna do IPEAFRO no Pensar Africanamente, você vai fazer o seguinte:

(1) Compartilhe este evento no seu Stories, mencione e siga: @ipeafro @pensar.africanamente e @editoraperspectiva
(2) Faça um comentário e marque dois amigos

ATENÇÃO: não é permitido marcar contas fakes.

Lembre-se: o prazo é até as 21h do dia do evento. Boa sorte!!!