LEÁ GARCIA: 88 ANOS DIVANDO

 
 
Hoje é dia de celebrar o aniversário de Léa Garcia, 88, a diva das artes cênicas no Brasil. Nascida no Rio de Janeiro a 11 de março de 1933, estreou nos palcos de teatro em 1952 com o espetáculo Rapsódia Negra (1952), de Abdias Nascimento, encenado pelo Teatro Experimental do Negro (TEN). Atuando junto ao TEN, Léa participou ainda das peças O imperador JonesTodos os Filhos de Deus tem asas e Onde está marcada a cruz, todas de Eugene O’Neill; bem como O Filho Pródigo de Lúcio Cardoso, Sortilégio(mistério negro) de Abdias Nascimento, e O sapo e a estrela de Hermilo Borba Filho. Foram mais de 20 peças ao longa carreira, com trabalhos destacados ainda em Perdoa-me por me traíres (1959), de Nelson Rodrigues; Piaf (1983), com Bibi Ferreira; Romanceiro da Inconfidência (2000), dirigido por Vilma Dulcetti. 
 

No cinema, sua estreia foi protagonizando o premiadíssimo filme Orfeu Negro (1959), de Marcel Camus. Foram inúmeras participações em filmes desde então, sendo as mais recentes em: As Filhas do Vento (2005), do diretor Joel Zito Araújo, no qual ganhou seu primeiro Kikito – prêmio mais importante do cinema nacional; Acalanto (2012), de Arturo Saboia, baseado num conto de Mia Couto, que lhe rendeu o segundo Kikito, em 2013; Acúmulo, de Gilson Junior, no qual é protagonista.  Na telinha, estreou no Grande Teatro da TV Tupi (1950). Esteve em dezenas de novelas e seriados desde então: Vendem-se Terrenos no Céu (1963), Assim na Terra como no Céu (1970), Os Ossos do Barão (1973), Escrava Isaura (1976), um fenômeno de audiência dentro e fora do país. Recentemente, esteve nas produções Anjo Mau (1997), O Clone (2001), A Lei e o Crime (2009) e Mister Brau (2017). 

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Pela sua atuação enquanto ativista, mulher e negra, foi reconhecida com a medalha Pedro Ernesto da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro; recebeu a medalha da Academia Brasileira de Letras; o Golfinho de Ouro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o Tatu de Prata de Melhor Atriz (pelo curta-metragem Memórias da Chibata, de Marcos Manhães Marins) em 2007; recebeu Menção Honrosa no Festival de Gramado de 2008 por sua atuação em Hoje tem Ragu, de Raul LaBancca; e foi homenageada no Festival de Cinema do Rio Grande do Norte de 2009 pela sua atuação no filme Dias amargos de Sílvio Coutinho.

O IPEAFRO saúda esta grande pessoa humana!

Fontes: Memória O Globo e site do IPEAFRO