agenda(28/05/19): poesia e seminário comemoram 105 anos de Abdias Nascimento

O Museu da República realiza atividade poética no dia 29 de maio em homenagem aos 105 anos de Abdias Nascimento, completados este ano.  Os poetas Francisco César Manhães e Mario Chagas farão leituras de poesias de Nascimento no Espaço Multimídia do Museu da República. Entrada Franca e será concedido certificado de participação. A organização é de Maria Helena Versiani. 

PROGRAMAÇÃO (28/05/2019)

18h
Leitura de poesias de Abdias Nascimento, por Francisco César Manhães e Mario Chagas
18h30
Seminário Haja hoje para tanto ontem: O que a Abolição não aboliu
Debatedores: 
 Mônica Lima, professora do Instituto de História e coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) da UFRJ; 
Marcelo Dias,  dirigente nacional do MNU/ Movimento Negro Unificado e coordenador da Frente de Juristas Negras e Negros do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

Local 
Espaço Multimídia do Museu da República (R. do Catete, 153 – Catete, Rio de Janeiro – RJ, 22220-000)
É concedido certificado de participação no evento.
Entrada Franca.

Informações
Maria Helena Versiani – mversiani3@gmail.com / (21) 988699607

Feijoada marca encontro geracional no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira

Integrante do Conselho Consultivo Curatorial do projeto do Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira – MUHCAB, o @ipeafro participou de encontro geracional no Centro Cultural José Bonifácio, localizado na região portuária do Rio de Janeiro. Uma feijoada foi preparada em 13 de maio de 2019 pelo Afoxé Filhos de Gandhi RJ, e marcou a data simbólica dos 131 anos da falsa abolição. A iniciativa partiu da ativista e advogada, conselheira do Muhcab e ekedi Maria Moura, com o objetivo de trocar saberes com os mais jovens, fortalecendo a luta pela valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo. Maria Moura lembrou-se emocionada das feijoadas realizados na década de 1980 na favela Chapéu Mangueira, no Leme, organizada por moradores, liderados por Benedita da Silva. 

Instalado provisoriamente no Centro Cultural José Bonifácio, o MUHCAB atualmente foca-se em oferecer atividades de capacitação e educação que possuam a cultura afro-brasileira como tema. Está desenvolvendo sua expansão para consolidar-se como um museu de território na Pequena África, tendo como marco zero o Patrimônio Mundial Cais do Valongo (Unesco). Além de um museu de território, o MUHCAB deseja se consolidar como um museu socialmente responsável, ou seja, oferecendo serviços de apoio social e civil. O museu pretende acrescentar aos serviços oferecidos suporte jurídico para crimes raciais, apoio à pequenos empreendedores, centro de referência para estudos com biblioteca afrocentrada e material especializado.

Joel Zito Araújo visita a expo “Abdias Nascimento, Um Espírito Libertador”

Joel Zito Araujo visitou a Expo “Abdias Nascimento: um Espírito Libertador”, no Museu de Arte de Niterói, MAC, no sábado (11/5/19). Ativista e diretor de cinema, Joel está com o filme “Meu Amigo Fela” pronto, com estreia, no Brasil, prevista para agosto. A película é baseada no livro “Fela: Esta Vida Puta”, biografia escrita por Carlos Moore, autorizada por Fela Kuti. O livro faz parte do Acervo bibliográfico e está disponível à pesquisa. 

Registro: “Amor sem Miséria” na Pedra do Sal (RJ)

A maratona de lançamento do livro “Amor sem miséria”, do escritor e poeta Milsoul Santos não para. Uma parceria entre a editora Ciclo Contínuo Editorial e o IPEAFRO, o livro ganhou encontro especial no dia 13 de maio de 2019 na Casa do Nando, localizada próxima à Pedra do Sal, no Centro do Rio,  um espaço de exercício político e interatividades pretas. Em uma noite de profundas reflexões sobre a dita “abolição da escravatura”, que contou com a mestra de cerimônia Cléo Oliveira, entre dezenas de pessoas que participaram e marcaram com boa energia, registramos as presenças das professoras Diva Moreira, Lia Salgado, Rita Montezuma e Elisa Larkin Nascimento, além da vereadora Verônica Lima e da advogada Caroline Bispo.

“Momento importante de resgate de memória por parte dessas mulheres que vivenciaram a trajetória recente do movimento de negras e negros, contribuindo para a qualidade do debate. As perspectivas apresentadas por Cleo e Carolina Bispo foram fundamentais às reflexões. A poesia provocativa de Milsoul Santos, em Amor sem Miséria, coroou a noite dessa roda que, mais do que necessária, é urgente. Parabéns à Casa do Nando por manter-se como excepcional espaço de cultura, política e conhecimento do povo negro”, mainifestou-se publicamente Rita Montezuma, na página do IPEAFRO no Instragram.

CARLOS MOORE MINISTRA CURSO NA UFRJ

Carlos Moore esteve recentemente no Rio de Janeiro, onde visitou a exposição “Abdias Nascimento, Um Espírito Libertador”, no MAC Niterói. Foto: Elisa LArkin Nascimento

O professor doutor Carlos Moore estará no Brasil para ministrar curso sobre os conceitos teóricos presentes em sua obra. Autor de diversos livros, entre os quais Fela: Esta Vida Puta, biografia autorizada de Fela Kuti; Pichón: minha vida e a revolução cubana e o clássico Racismo & Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo, Moore apresentará as aulas em português, um dos cinco idiomas que domina com fluência. As aulas terão lugar no salão nobre da Faculdade Nacional do Direito FND, no campus Centro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nos dias 21, 22 e 23 de maio, das 18h às 21h. No dia 25 de maio, data na qual se comemora O Dia da África, a Aula Magma será na Faculdade de Letras FL da UFRJ, campus Ilha do Fundão, das 9h às 13h.

O curso oferece preços a partir de R$ 10. Professores e estudantes têm descontos. Haverá ainda emissão de certificados (3 horas-aula e 09 horas-curso), disponibilização de textos digitalizados e entrega de bloco de anotação, caneta e pasta. Por fim, um sorteio será realizado a cada aula para premiar um participante das atividades. 

Abaixo, informações detalhadas sobre a experiência. Para fazer a inscrição, clique aqui.  
 
CURSO: OS CONCEITOS TEÓRICOS PRESENTES NAS OBRAS DO PROF.º DR.º CARLOS MOORE
Data: 21 a 23 de Maio de 2019.
Horário: 18h00s às 21h00s
Local: Faculdade Nacional do Direito FND/UFRJ
Endereço: R. Moncorvo Filho, 8 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 20211-340
 
PROGRAMAÇÃO
 
AULA I: 21/05/2019
TEMA: Racismo e sociedade: novas bases epistemológicas para a compreensão do racismo na História
a. Racismo e Escravidão: o surgimento do sistema de escravidão racial
b. O papel do racismo na Exclusão da África da Modernidade capitalista
c. Tipologias de relações raciais da contemporaneidade
 
AULA 2: 22/05/2019
TEMA: O Marxismo e a questão racial: Karl Marx e Friedrich Engels frente ao racismo e à escravidão
a. O Marxismo: Uma Visão Eurocêntrica
b. K Marx e F Engels: Pró-Colonialistas e Pró-Imperialistas perante o Terceiro Mundo?
c. O Socialismo como um projeto de Civilização face à Barbárie?
d. Os Limites da Solidariedade de Classe num contexto Multirracial
 
AULA 3: 23/05/2019
TEMA: A África que incomoda: sobre a problematização do legado africano no quotidiano brasileiroa. África no cotidiano político: que tipo de cooperação entre a Diáspora e o Continente?
b. A África no cotidiano educativo: bases práticas para o ensino da História da África no Brasil
c. A África no cotidiano internacional: ou um governo federal continental, ou o caos
 
AULA MAGNA: Em comemoração ao dia de África “25 de Maio”
TEMA: “Qual o destino da África Global num século regido pela Inteligência Artificial, a Biotecnologia e o Grande Projeto inter-espacial?”Data: 25 de Maio de 2019.
Horário: 09h00s às 13h00s
Local: Faculdade de Letras FL/UFRJ
Endereço: Av. Horácio Macedo, 2151 – Cidade Universitária Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 21941-917
 
PROFESSOR DO CURSO
Carlos Moore é um pesquisador e autor cubano. É fluente em espanhol, francês, inglês e português. Em 1989, obteve doutorado de Etnologia na Universidade de Paris-7, na França, e logo, em 1983, doutorou-se em Ciências Humanas na mesma instituição. Desde 2002, é chefe de pesquisa sênior (honorário) na Escola de Estudos de Pós-graduação da University of the West Indies (UWI), em Kingston, Jamaica. Sua trajetória acadêmica, de 1986 a 2002, incluiu os cargos de professor titular de relações internacionais (assuntos de América Latina), no Instituto de Relações Internacionais da University of the West Indies (UWI), em Trinidade e Tobago, e de professor visitante na Florida Internacional University (FIU), nos Estados Unidos. Foi responsável pela organização, em 1987, da 1ª Conferência Internacional sobre “Negritude e Culturas Afro-americanas”, em Miami, Florida. Entre 1982 e 1983, foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do secretário geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr Edem Kodjo, e desempenhou a mesma função, de 1986 a 2000, junto ao secretário geral da Organização da Comunidade do Caribe (CARICOM), Dr Edwin Carrington. Durante cinco anos, foi íntimo colaborador do cientista senegalês Cheikh Anta Diop, em Dacar, Senegal. Autor de sete livros, incluindo Castro, the Blacks and Africa (1989) e African presence in the Americas (1995), sua autobiografía, Pichon, foi publicada nos Estados Unidos (Chicago: Lawrence Hill Books, 2008) e no Brasil (Belo Horizonte: Nandyala Editora, 2016). Sua biografia de Fela Kuti, This Bitch of a Life (1982), Esta vida puta (Belo Horizonte: Nandyala Editora, 2011), inspirou o musical da Broadway, FELA! (2005). Essa emblemática biografia do célebre musico e pan-africanista nigeriano, virou referência internacional e teve varias edições em inglês, além de traduções para o francês, o alemão, o italiano, o japonês e o português. Moore residiu no Egito, na França, na Nigéria, no Senegal, na Trinidade e Tobago e no Brasil – onde produziu a obra de referência, Racismo e sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo (Belo Horizonte: Nandyala Editora, 2010; Mazza Edições, 2007). Atualmente, ele reside em Guadeloupe (Caribe) com sua família.
 
PROFESSORES CONVIDADOS
Curso: Aza Njeri e mais 2 professores a confirmarem
Aula Magna: Um Professor a confirmar
 
COORDENAÇÃO DO CURSO
União dos Estudantes Africanos e da Diáspora UFRJ
 
COLABORAÇÃO
Decania de Centro de Letras e Artes UFRJ
Núcleo Africano de Estudantes NAE UFRJ
 
INFORMAÇÃO E INSCRIÇÃO
On-Line até 00h00s do dia 19 de Maio de 2019
Vamos aceitar a inscrição e o pagamento no local do curso – dia 20 de Maio entre 15h30 e as 17h30. E para demais aulas vamos abrir as inscrições conforme disponibilidade de vagasE-mail: cursocarlosmoore2019@gmail.com
Telefone: 021 98381 64 15
 
CUSTO DE INSCRIÇÃO:
Curso:
R$ 30,00 / Professores da Rede Pública: R$ 25,00 / Estudantes R$ 20,00
Aula: R$ 10,00 / Professores: R$ 8,00 / Estudantes R$ 7,00
Aula Magna: R$ 10,00 / Professores: R$ 8,00 / Estudantes R$ 7,00A inscrição no Curso, Aula, ou Aula Magna + R$ 20,00 Garante o ingresso para a Festa Africana com o Desfile de Moda, Musicas e muitas atrações:
Afrikaliente -Baile da Wakanda RJ (Comemoração dia de África)
 
Data: 25 de Maio de 2019
Horário: 22h00s às 06H00s
Local: La Esquina
Endereço: Av Mem de Sá, 61 Lapa, Centro, Rio de Janeiro, CEP: 20230-150
Nota: não é obrigatório efetuar a inscrição com a compra do ingresso para Festa Africana, mas quem preferir, terá o desconto em relação ao preço total do ingresso da Festa, entre R$ 25,00 a R$ 40,00.
 
CONTA PARA DEPOSITO
Banco do Brasil
Agencia: 1250-5
Conta: 24.380-9
Opção poupança c/ variação 51
Titular: Maurício W C SilvaBanco Itaú
Ag: 6009
Cc: 46959-1
Titular: Ivani FigueiredoBanco Caixa Econômica
Agencia: 0203 Operação: 023 Conta: 00016688-2
Titular: Ivani FigueiredoEncaminhar a copia do comprovante pelo e-mail ou whatsApp do curso após o pagamento da inscriçãoE-mail: cursocarlosmoore2019@gmail.com
Whats App 021 98381 6415
 
BENEFÍCIOS:
– Certificado: 3 horas-aula e 09 horas-curso
Textos digitalizados, Bloco de Anotação, Caneta e Pasta.
– Sorteio a ser premiado com 01 livro a cada aula.Temos ônibus gratuito para levar os alunos ao local da Aula Magna na Faculdade de Letras da UFRJ, não ao local do Curso. E estes ônibus farão Ponto em Madureira, Central, Praça XV, Caxias e Alcantâra – Niterói. Sendo que para Caxias, Alcântara e Niterói, só serão disponibilizados os Ônibus se tiver a partir de 20 pessoas para cima.Nos dias do Curso serão oferecidas lanche com biscoitos, bolo e café. E no dia da aula magna será oferecida o mesmo, incluindo o almoço para preço de R$ 2,00.

LEITURA “O SAGRADO E O PROFANO: VIVÊNCIAS NEGRAS NO RIO DE JANEIRO”

A publicação O Sagrado e o Profano- Vivências negras no Rio de Janeiro, de Nilma Teixeira Accioli, tem como tema as diferentes experiências religiosas dos africanos e seus descendentes na cidade do Rio de Janeiro entre 1870 e 1940, buscando a compreensão da diversidade das práticas e a reinvenção da África como uma estratégia de empoderamento dos diferentes cultos. A identificação dos espaços religiosos aponta para a importância dos africanos centrais na religiosidade carioca, que, mesmo ofuscada pela projeção dos cultos dos africanos ocidentais e os seus entrelaçamentos, foi determinante no desenvolvimento do culto omolocô. Por outro lado, registra como as mudanças políticas e sociais brasileiras foram enfrentadas pela população negra, escrava ou livre, na prática cotidiana de suas religiosidades. Identificando diferentes espaços religiosos, desde a área central da cidade aos longínquos subúrbios, com suas particularidades, diferenças e semelhanças, observamos a importância e o significado dessas práticas na construção das identidades dessa população e procuramos dar visibilidade à multiplicidade das comunidades religiosas cariocas.

 

 

 

Para comprar o livro com desconto, basta acessar o site: www.editoraappris.com.br e inserir o código OSEOPR no campo “vale desconto”. A imagem abaixo é explicativa: 

 

Ficha Técnica do Livro

ISBN: 978-85-473-2661-6
Edição: 1ª
Ano da edição: 2019
Data de publicação: 19/02/2019
Número de páginas: 367
Encadernação: Brochura
Peso: 100 gramas
Largura: 16 cm
Comprimento: 23 cm
Altura: 2 cm
Preço: R$ 68 (versão impressa)

 

Colóquio “Abolição a Contrapelo – Movimentos e Lutas Antirracistas” na UFF

Uma das três universidades públicas sob ataque do governo extremista de Jair Bolsonaro, a Universidade Federal Fluminense (UFF) continua desempenhando o papel que dela se espera: produzir conhecimento. O IPEAFRO apoia a realização do colóquio Abolição a Contrapelo – Movimentos e Lutas Antirracistas, uma realização do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Instituto de Geografia.

A atividade será realizada ao longo do dia 14 de maio (terça-feira) e  ocupará o auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências, localizado à Rua Passo da Pátria, em São Domingos, Niterói. As atividades começam às 8h e se encerram às 19h conforme programação abaixo. O IPEAFRO estará presente em dois momentos na programção: às 10h30 durante o Café da Roça do Cafundo-Astrogilda e às 16h na Intervenção Poética. A entrada é gratuita.

Programacão ABOLIÇAO A CONTRAPELO

Há 74 anos, o TEN fazia sua estreia no Municipal do Rio de Janeiro

Aguinaldo Camargo, em primeiro plano, em cena

Sob intensa expectativa, a 8 de maio de 1945, uma noite histórica para o teatro brasileiro, o TEN apresentou seu espetáculo fundador. O estreante ator Aguinaldo Camargo entrou no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde antes nunca pisara um negro como intérprete ou como público, e, numa interpretação inesquecível, viveu o trágico Brutus Jones, em o Imperador Jones, de Eugene de O’Neill. Henrique Pongetti, cronista de O Globo, registrou: “Os negros do Brasil – e os brancos também – possuem agora um grande astro dramático: Aguinaldo de Oliveira Camargo. Um anti-escolar, rústico, instintivo grande ator”.

Para celebrar a data, recordamos trecho de texto escrito por um dos fundadores do TEN, Abdias Nascimento, publicado originalmente na Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nº 25, 1997, pp. 71-81. O material foi elaborado com a colaboração de Elisa Larkin Nascimento, diretora do IPEAFRO

TEN presente! 

Teatro Experimental do Negro: trajetória e reflexões
Por ABDIAS DO NASCIMENTO

VÁRIAS INTERROGAÇÕES suscitaram ao meu espírito a tragédia daquele negro infeliz que o gênio de Eugene O’Neill transformou em O Imperador Jones. Isso acontecia no Teatro Municipal de Lima, capital do Peru, onde me encontrava com os poetas Efraín Tomás Bó, Godofredo Tito Iommi e Raul Young, argentinos, e o brasileiro Napoleão Lopes Filho. Ao próprio impacto da peça juntava-se outro fato chocante: o papel do herói representado por um ator branco tingido de preto.

Àquela época, 1941, eu nada sabia de teatro, economista que era, e não possuía qualificação técnica para julgar a qualidade interpretativa de Hugo D’Evieri. Porém, algo denunciava a carência daquela força passional específica requerida pelo texto, e que unicamente o artista negro poderia infundir à vivência cênica desse protagonista, pois o drama de Brutus Jones é o dilema, a dor, as chagas existenciais da pessoa de origem africana na sociedade racista das Américas.

Por que um branco brochado de negro? Pela inexistência de um intérprete dessa raça? Entretanto, lembrava que, em meu país, onde mais de vinte milhões de negros somavam a quase metade de sua população de sessenta milhões de habitantes, na época, jamais assistira a um espetáculo cujo papel principal tivesse sido representado por um artista da minha cor. Não seria, então, o Brasil, uma verdadeira democracia racial? Minhas indagações avançaram mais longe: na minha pátria, tão orgulhosa de haver resolvido exemplarmente a convivência entre pretos e brancos, deveria ser normal a presença do negro em cena, não só em papéis secundários e grotescos, conforme acontecia, mas encarnando qualquer personagem – Hamlet ou Antígona – desde que possuísse o talento requerido. Ocorria de fato o inverso: até mesmo um Imperador Jones, se levado aos palcos brasileiros, teria necessariamente o desempenho de um ator branco caiado de preto, a exemplo do que sucedia desde sempre com as encenações de Otelo. Mesmo em peças nativas, tipo O demônio familiar (1857), de José de Alencar, ou Iaiá boneca (1939), de Ernani Fornari, em papéis destinados especificamente a atores negros se teve como norma a exclusão do negro autêntico em favor do negro caricatural. Brochava-se de negro um ator ou atriz branca quando o papel contivesse certo destaque cênico ou alguma qualificação dramática. Intérprete negro só se utilizava para imprimir certa cor local ao cenário, em papéis ridículos, brejeiros e de conotações pejorativas.

Devemos ter em mente que até o aparecimento de Os Comediantes e de Nelson Rodrigues – que procederam à nacionalização do teatro brasileiro em termos de texto, dicção, encenação e impostação do espetáculo – nossa cena vivia da reprodução de um teatro de marca portuguesa que em nada refletia uma estética emergente de nosso povo e de nossos valores de representação. Esta verificação reforçava a rejeição do negro como personagem e intérprete, e de sua vida própria, com peripécias específicas no campo sociocultural e religioso, como
temática da nossa literatura dramática.

Naquela noite em Lima, essa constatação melancólica exigiu de mim uma resolução no sentido de fazer alguma coisa para ajudar a erradicar o absurdo que isso significava para o negro e os prejuízos de ordem cultural para o meu país. Ao fim do espetáculo, tinha chegado a uma determinação: no meu regresso ao Brasil, criaria um organismo teatral aberto ao protagonismo do negro, onde ele ascendesse da condição adjetiva e folclórica para a de sujeito e herói das histórias que representasse. Antes de uma reivindicação ou um protesto, compreendi a mudança pretendida na minha ação futura como a defesa da verdade cultural do Brasil e uma contribuição ao humanismo que respeita todos os homens e as diversas culturas com suas respectivas essencialidades. Não seria outro o sentido de tentar desfiar, desmascarar e transformar os fundamentos daquela anormalidade objetiva dos idos de 1944, pois dizer teatro genuíno – fruto da imaginação e do poder criador do homem – é dizer mergulho nas raízes da vida. E vida brasileira excluindo o negro de seu centro vital, só por cegueira ou deformação da realidade.

Brutus Jones (Abdias Nascimento) sentado em uma cadeira segurando um revolver com a mão direita mostrando as munições com a esquerda para Smithers (Paulo Costard)

Fundação e estréia do TEN
Engajado a estes propósitos, surgiu, em 1944, no Rio de Janeiro, o Teatro Experimental do Negro, ou TEN, que se propunha a resgatar, no Brasil, os valores da pessoa humana e da cultura negro-africana, degradados e negados por uma sociedade dominante que, desde os tempos da colônia, portava a bagagem mental de sua formação metropolitana européia, imbuída de conceitos pseudo-científicos
sobre a inferioridade da raça negra. Propunha-se o TEN a trabalhar pela valorização social do negro no Brasil, através da educação, da cultura e da arte.

Pela resposta da imprensa e de outros setores da sociedade, constatei, aos primeiros anúncios da criação deste movimento, que sua própria denominação surgia em nosso meio como um fermento revolucionário. A menção pública do vocábulo “negro” provocava sussurros de indignação. Era previsível, aliás, esse destino polêmico do TEN, numa sociedade que há séculos tentava esconder o sol da verdadeira prática do racismo e da discriminação racial com a peneira furada do mito da “democracia racial”. Mesmo os movimentos culturais aparentemente
mais abertos e progressistas, como a Semana de Arte Moderna, de São Paulo, em 1922, sempre evitaram até mesmo mencionar o tabu das nossas relações raciais entre negros e brancos, e o fenômeno de uma cultura afro-brasileira à margem da cultura convencional do país.

Polidamente rechaçada pelo então festejado intelectual mulato Mário de Andrade, de São Paulo, minha idéia de um Teatro Experimental do Negro recebeu as primeiras adesões: o advogado Aguinaldo de Oliveira Camargo, companheiro e amigo desde o Congresso Afro-Campineiro que realizamos juntos em 1938; o pintor Wilson Tibério, há tempos radicado na Europa; Teodorico dos Santos e José Herbel. A estes cinco, se juntaram logo depois Sebastião Rodrigues Alves, militante negro; Arinda Serafim, Ruth de Souza, Marina Gonçalves, empregadas
domésticas; o jovem e valoroso Claudiano Filho; Oscar Araújo, José da Silva, Antonieta, Antonio Barbosa, Natalino Dionísio, e tantos outros.
Teríamos que agir urgentemente em duas frentes: promover, de um lado, a denúncia dos equívocos e da alienação dos chamados estudos afro-brasileiros, e fazer com que o próprio negro tomasse consciência da situação objetiva em que se achava inserido. Tarefa difícil, quase sobre-humana, se não esquecermos a escravidão espiritual, cultural, socioeconômica e política em que foi mantido antes e depois de 1888, quando teoricamente se libertara da servidão.

A um só tempo o TEN alfabetizava seus primeiros participantes, recrutados entre operários, empregados domésticos, favelados sem profissão definida, modestos funcionários públicos – e oferecia-lhes uma nova atitude, um critério próprio que os habilitava também a ver, enxergar o espaço que ocupava o grupo afro-brasileiro no contexto nacional. Inauguramos a fase prática, oposta ao sentido acadêmico e descritivo dos referidos e equivocados estudos. Não interessava ao TEN aumentar o número de monografias e outros escritos, nem deduzir
teorias, mas a transformação qualitativa da interação social entre brancos e negros. Verificamos que nenhuma outra situação jamais precisara tanto quanto a nossa do distanciamento de Bertolt Brecht. Uma teia de imposturas, sedimentada pela tradição, se impunha entre o observador e a realidade, deformando-a. Urgia destruí-la. Do contrário, não conseguiríamos descomprometer a abordagem da questão, livrá-la dos despistamentos, do paternalismo, dos interesses criados, do dogmatismo, da pieguice, da má-fé, da obtusidade, da boa-fé, dos estereótipos vários. Tocar tudo como se fosse pela primeira vez, eis uma imposição irredutível.

Cerca de seiscentas pessoas, entre homens e mulheres, se inscreveram no curso de alfabetização do TEN, a cargo do escritor Ironides Rodrigues, estudante de direito dotado de um conhecimento cultural extraordinário. Outro curso básico, de iniciação à cultura geral, era lecionado por Aguinaldo Camargo, personalidade e intelecto ímpar no meio cultural da comunidade negra. Enquanto as primeiras noções de teatro e interpretação ficavam a meu cargo, o TEN abriu o debate dos temas que interessavam ao grupo, convidando vários palestrantes, entre os quais a professora Maria Yeda Leite, o professor Rex Crawford, adido cultural da Embaixada dos Estados Unidos, o poeta José Francisco Coelho, o escritor Raimundo Souza Dantas, o professor José Carlos Lisboa.

Após seis meses de debates, aulas e exercícios práticos de atuação em cena, preparados estavam os primeiros artistas do TEN. Estávamos em condições de apresentar publicamente o nosso elenco. Revelou-se então a necessidade de uma peça ao nível das ambições artísticas e sociais do movimento: em primeiro lugar, o resgate do legado cultural e humano do africano no Brasil. O que então se valorizava e divulgava em termos de cultura afro-brasileira, batizado de “reminiscências”, eram o mero folclore e os rituais do candomblé, servidos como alimento exótico pela indústria turística (no mesmo sentido podemos inscrever hoje a exploração do samba, criação afro-brasileira, pela classe dominante branca, levada nos últimos anos ao exagero do espetáculo carnavalesco luxuoso e, pela carestia, cada vez mais longe do alcance do povo que o criou).

O TEN não se contentaria com a reprodução de tais lugares-comuns, pois procurava dimensionar a verdade dramática, profunda e complexa, da vida e da personalidade do grupo afro-brasileiro. Qual o repertório nacional existente? Escassíssimo. Uns poucos dramas superados, onde o negro fazia o cômico, o pitoresco, ou a figuração decorativa: O demônio familiar (1857) e Mãe (1859), ambas de José de Alencar; Os cancros sociais (1865), de Maria Ribeiro; O escravo fiel (1858), de Carlos Antonio Cordeiro; O escravocrata (1884) e O dote (1907), de Artur Azevedo, a primeira com a colaboração de Urbano Duarte; Calabar (1858), de Agrário de Menezes; as comédias de Martins Pena (1815-1848). E
nada mais. Nem ao menos um único texto que refletisse nossa dramática situação existencial.

Sem possibilidade de opção, O imperador Jones se impôs como solução natural. Não cumprira a obra de O’Neill idêntico papel nos destinos do negro norte-americano? Tratava-se de uma peça significativa: transpondo as fronteiras do real, da logicidade racionalista da cultura branca, não condensava a tragédia daquele burlesco imperador um alto instante da concepção mágica do mundo, da visão transcendente e do mistério cósmico, das núpcias perenes do africano com as forças prístinas da natureza? O comportamento mítico do Homem nela se achava presente. Ao nível do cotidiano, porém, Jones resumia a experiência do negro no mundo branco, onde, depois de ter sido escravizado, libertam-no e o atiram nos mais baixos desvãos da sociedade. Transviado num mundo que não é o seu, Brutus Jones aprende os maliciosos valores do dinheiro, deixa-se seduzir pela miragem do poder. Além do impacto dramático, a peça trazia a oportunidade de reflexão e debate em torno de temas fundamentais aos propósitos do TEN.

Escrevemos a Eugene O’Neill uma carta aflita de socorro. Nenhuma resposta jamais foi tão ansiosamente esperada. Quem já não sentiu a atmosfera de solidão e pessimismo que rodeia o gesto inaugural, quando se tem a sustentá-lo unicamente o poder de um sonho? De seu leito de enfermo, em São Francisco, a 6 de dezembro de 1944, O’Neill nos respondeu:

You have my permission to produce The Emperor Jones without any payment to me, and I want to wish you all the success you hope for with your Teatro Experimental do Negro. I know very well the conditions you describe in the Brazilian theatre. We had exactly the same conditions in our theatre before The Emperor Jones was produced in New York in 1920 – parts of any consequence were always played by blacked-up white actors. (This, of course, did not apply to musical comedy or vaudeville, where a few negroes managed to achieve great
sucess). After The Emperor Jones, played originally by Charles Gilpin and later by Paul Robeson, made a great success, the way was open for the negro to play serious drama in our theatre. What hampers most now is the lack of plays, but I think before long there will be negro dramatists of real merit to overcome this lack.

(O senhor tem a minha permissão para encenar O imperador Jones isento de qualquer direito autoral, e quero desejar ao senhor todo o sucesso que espera com o seu Teatro Experimental do Negro. Conheço perfeitamente as condições que descreve sobre o
teatro brasileiro. Nós tínhamos exatamente as mesmas condições em nosso teatro antes de O imperador Jones ser encenado em Nova York em 1920 – papéis de qualquer destaque eram sempre representados por atores brancos pintados de preto. (Isso, naturalmente, não se aplica às comédias musicadas ou ao vaudeville, onde uns poucos negros conseguiram grande sucesso). Depois que O imperador Jones, representado primeiramente por Charles Gilpin e mais tarde por Paul Robeson, fez um grande sucesso, o caminho estava aberto para o negro representar dramas sérios em nosso teatro. O principal impedimento agora é a falta de peças, mas creio que logo aparecerão
dramaturgos negros de real mérito para suprir essa lacuna”.)

Esta generosa adesão e lúcido conselho tiveram importância decisiva em nosso projeto. Transformaram o total desamparo das primeiras horas em confiança e euforia. Ajudaram a que nos tornássemos capazes de suprir com intuição e audácia o que nos faltava em conhecimento de técnica teatral e em recurso financeiro para enfrentar as inevitáveis despesas com cenários, figurinos, maquinistas, eletricistas, contra-regra. Encontramos em Aguinaldo de Oliveira Camargo a força dramática capaz de dimensionar a complexidade psicológica de Brutus Jones.
Ricardo Werneck de Aguiar nos ofereceu uma excelente tradução. Os mais belos e menos onerosos cenários que poderíamos pretender foram criados pelo pintor Enrico Bianco, os quais se tornaram clássicos no teatro brasileiro. A colaboração desses dois amigos brancos do teatro negro iniciou uma tradição que depois se consolidaria com a ação solidária de muitos outros amigos do TEN, entre eles o fotógrafo José Medeiros, o diretor teatral Willy Keller, o cenógrafo Santa Rosa, o diretor Léo Jusi, assim como o ator Sady Cabral, que encarnou o Smithers deO imperador Jones.

Sob intensa expectativa, a 8 de maio de 1945, uma noite histórica para o teatro brasileiro, o TEN apresentou seu espetáculo fundador. O estreante ator Aguinaldo Camargo entrou no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde antes nunca pisara um negro como intérprete ou como público, e, numa interpretação inesquecível, viveu o trágico Brutus Jones, de O’Neill. Na sua unanimidade, a crítica saudou entusiasticamente o aparecimento do Teatro Experimental do Negro e do grande ator negro Aguinaldo Camargo, comparando-o em estrutura dramática a Paul Robeson, que também desempenhou o mesmo personagem nos Estados Unidos. Henrique Pongetti, cronista de O Globo, registrou: “Os negros do Brasil – e os brancos também – possuem agora um grande astro dramático: Aguinaldo de Oliveira Camargo. Um anti-escolar, rústico, instintivo grande ator”.

Um clima de pessimismo e descrença dos meios culturais havia cercado a estréia do TEN, expresso nessas palavras do escritor Ascendino Leite:
Nossa surpresa foi tanto maior quanto as dúvidas que alimentávamos relativamente à escolha do repertório que começava, precisamente, por incluir um autor da força e da expressão de um O’Neill. Augurávamos para o Teatro Experimental do Negro um redondo fracasso. E, no mínimo, formulávamos censuras à audácia com que esse grupo de intérpretes, quase todos desconhecidos, ousava enfrentar um público que já começava a ver no teatro mais do que um divertimento, uma forma mais direta de penetração no centro da vida e da natureza humana. Aguinaldo Camargo em O Imperador Jones foi, no entanto, uma revelação.

R. Magalhães Júnior traduziu o desejo dos que não assistiram:

O espetáculo de estréia do Teatro do Negro merecia, na verdade, ser repetido, porque foi um espetáculo notável. E notável por vários títulos. Pela direção firme e segura com que foi conduzido. Pelos esplêndidos e artísticos cenários sintéticos de Enrico Bianco. E pela magistral interpretação de Aguinaldo de Oliveira Camargo no papel do negro Jones.

Infelizmente, as circunstâncias não permitiram a repetição daquele espetáculo, pois o palco do Teatro Municipal havia sido concedido ao TEN por uma única noite, e assim mesmo por intervenção direta do Presidente Getúlio Vargas, num gesto no mínimo insólito para os meios culturais da sociedade carioca.

Conquistara o TEN sua primeira vitória. Encerrada estava a fase do negro sinônimo de palhaçada na cena brasileira. Um ator fabuloso como Grande Otelo poderia de agora em diante continuar extravasando sua comicidade. Mas já se sabia que outros caminhos estavam abertos e que só a cegueira ou a má vontade dos empresários continuaria não permitindo que as platéias conhecessem o que, muito acima da graça repetida, seria capaz o talento de atores negros como Grande Otelo e Aguinaldo Camargo.

Como diria mais tarde Roger Bastide, o TEN não era a catarsis que se exprime e se realiza no riso, já que o problema é infinitamente mais trágico: o do esmagamento da cultura negra pela cultura dominante. A primeira vitória abriu passagem à responsabilidade do segundo lance: a criação de peças dramáticas brasileiras para o artista negro, ultrapassando o primarismo repetitivo do folclore, dos autos e folguedos remanescentes do período escravocrata. Almejávamos uma literatura dramática focalizando as questões mais profundas da vida afro-brasileira. Toda razão tinha o conselho de O’Neill. Uma coisa é aquilo que o branco exprime como sentimentos e dramas do negro;
outra coisa‘é o seu até então oculto coração, isto é, o negro desde dentro. A experiência de ser negro num mundo branco‘é algo intransferível.

Enquanto não dispunha dessa literatura dramática específica, o TEN continuou trabalhando. Ao imperador Jones seguiram-se outros textos de O’Neill, a começar por Todos os filhos de Deus têm asas, encenado em 1946 no Teatro Fênix, com cenários de Mário de Murtas. Trocando de lugar comigo, Aguinaldo Camargo assumiu, desta vez, a direção dos intérpretes Ruth de Souza, Abdias do Nascimento, Ilena Teixeira, e José Medeiros. Cristiano Machado, do Vanguarda,comentou na sua crítica que “Não basta apenas representar O’Neill; o autor
de Todos os filhos de Deus têm asas exige que o saibam representar. Foi o que aconteceu no espetáculo a que assistimos no Fênix”. Mais tarde, o TEN ainda produziu, de Eugene O’Neill, O moleque sonhador e Onde está marcada a cruz.

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 Teatro_Experimental_do_Negro_trajetória_e_reflexões_ABDIAS_DO_NASCIMENTO

Abdias do Nascimento foi um dos fundadores da Frente Negra Brasileira (importante movimento iniciado em São Paulo) em 1931, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944, foi secretário de Defesa da Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Rio de
Janeiro, deputado federal pelo mesmo Estado em 1983 e senador da República em 1997. É autor de vários livros: Sortilégio, Dramas para negros e prólogo para brancos, O negro revoltado, entre outros. Também é Professor Benemérito da Universidade do Estado de Nova York
e doutor Honoris Causa pelo Estado do Rio de Janeiro.