EDUCAÇÃO: COLEÇÃO DECOLONIAL – DE PRETO PARA PRETO

Em decorrência das mudanças sócio-culturais em curso nas últimas décadas e que encontram seu ápice na pandemia de COVID-19, este programa sobre Coleções Decoloniais tem como objetivo introduzir de maneira mais prática e profunda novas demandas éticas e estéticas do mercado de arte. Busca-se uma compreensão mais diversa e crítica das produções de arte contemporânea de caráter decolonial, em especial a partir de produções africanas e afrodescendentes.

O objetivo dos 5 meses de curso é familiarizar-se com tal produção, bem como desenvolver ferramentas críticas e apurar performances de impacto social correspondentes às novas demandas decorrentes da crise racial e institucional trazidas como marco histórico da atual pandemia. Desta forma os encontros terão como metodologia: estudos de caso, introdução a conceitos filosóficos e cosmogônicos, além de pesquisa de campo e prática curatorial. As sessões serão organizadas uma vez por semana em encontros focados em campos específicos tais como performance institucional, novas ferramentas para leitura de arte contemporânea e práticas artísticas como linguagem. Todo último encontro do mês será marcado por uma atividade interdisciplinar a fim de promover a fusão das disciplinas mencionadas acima. Ao final dos cinco meses, a turma realizará projetos curatoriais completos sob consultoria das facilitadoras e assistência da plataforma 01.01- o formato de realização destes projetos acontecerá em comum acordo entre a turma e as facilitadoras.

Duração do curso: 16 de Setembro de 2020 a 23 de Fevereiro 2021, às quintas-feiras às 20h. 
Para acessar informações clique aqui: https://www.sympla.com.br/curso-colecao-decolonial__956676

SOBRE AS MESTRAS

KEYNA ELISON – Curadora.  Diretira artítisca do Museu de Arte Moderna (MAM-RJ). Pesquisadora, herdeira Griot e xamãnica, narradora, cantora, cronista ancestral. Mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura pela PUC – Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro); bacharel em Filosofia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Curadora da 10a. Bienal internacional de Arte SIART, na Bolivia. Atualmente cronista da revista Contemporary&, e Professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro.

CAMILLA ROCHA CAMPOS – Auto-evolucionária, artista, escritora e professora. Diretora Artística da Residência Internacional Capacete e membro do Conselho Educativo da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Mestra em História e Crítica de Arte pelo Instituto de Arte da UERJ. Graduada no curso de Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. 

ANA BEATRIZ ALMEIDA. Curadora convidada da Bienal de Glasgow de 2020, mestranda em História e Estética da arte pelo MAC-USP e doutoranda pela King’s College (UK). Colaboradora da plataforma 01.01.Entre o final de 2018 e início de 2019 ministrou workshops em instituições europeias e africanas sobre sua pesquisa em novas ferramentas de crítica de arte contemporânea a partir de ritos de morte africanos e afrodescendentes (ANO INSTITUTE- Accra/Gana, Zinsou- Cotonou/Benin, Tate Modern-Londres/Inglaterra, CCA- Glasgow/Escócia, KM Institute for Contemporary Art- Berlin/Alemanha). 

 

 

 

Série de Lives Incentiva Leitura e Produção de Conhecimento Pret@

O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO) inicia nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2020, às 16h, em sua página na plataforma digital Instagram (@ipeafro), uma série de lives denominadas LEITURAS COMPARTILHADAS. A atividade semanal é coordenada pelo poeta e escritor Milsoul Santos, do IPEAFRO, e tem o objetivo de incentivar a leitura, com foco na produção de conhecimento d@s pret@s. O ponto de partida para as conversas, abrindo caminhos, será a nova edição do livro “O Quilombismo” (Editora Pesrpectiva), de Abdias Nascimento. Haverá sorteio de dois livros por encontro, exclusivo para quem tem Instagram. Para saber como concorrer, clique aqui: https://www.instagram.com/p/CE3_dN_pMHB/

Nesta quinta-feira, 24/09, às 16 horas, haverá o terceiro encontro com Milsoul Santos (IPEAFRO) e Jorge Maia, nascido e criado na zona sul de São Paulo, no bairro do Capão Redondo. É historiador pela  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Educação pela mesma instituição. Integrou a equipe de colaboradores do IPEAFRO entre 2015 e 2017 e atualmente é componente do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Antirracista, ligado ao PPGE-UFRJ. Jorge também é poeta e integra o grupo de teatro e percussão corporal “Tuc Boys” desde 2007.

O QUILOMBISMO, de Abdias Nascimento.

Sinopse
Título: O QUILOMBISMO
Autor: Nascimento, Abdias
3 a. edição, 2019
Páginas: 392
Tamanho: 14 X 19 cm
Peso: 390g

“Este livro repõe todo o significado da presença de Abdias Nascimento na agitação do problema africano no Brasil. (…). Fugindo à hipocrisia e à tolerância calculada dos opressores e à impotência dos oprimidos, Abdias propõe uma série de medidas que poderiam configurar a construção de um novo futuro no presente. Elas mudam a qualidade das exigências do negro brasileiro, bem como os rumos de sua relação com a revolução democrática na sociedade brasileira.”
– FLORESTAN FERNANDES

Relendo esse livro hoje, quase quarenta anos depois da primeira edição em 1980, vejo à luz dos acontecimentos políticos e sociais atuais que O Quilombismo é ainda atual. Creio que a geração mais nova que está surgindo com consciência nova efervescente possa ao folhar O Quilombismo, redescobrir e entender melhor o Brasil de hoje.”
– KABENGELE MUNANGA, professor titular de antropologia da USP (aposentado)

Território quilombola é tema do primeiro livro do geógrafo Diosmar Santana Filho

Os territórios quilombolas são a Rosa dos Ventos na obra A geopolítica do Estado e o território quilombola no século XXI, primeiro livro do geógrafo Diosmar Santana Filho, a ser lançado no próximo dia 14 de maio (segunda-feira), às 18h, na Livraria LDM – Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha – Praça Castro Alves). A publicação, editada pela Paco Editorial, dá visibilidade ao contexto geopolítico e histórico com quais os territórios quilombolas enfrentam as desigualdades raciais nos séculos, de conquistas e perdas para a população negra brasileira.

Em seis capítulos, Diosmar, mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), aborda diversas nuances que permeiam a luta quilombola por espaço, território e identidade, sobretudo levando em consideração as mazelas deixadas pela Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888.

A obra é a primeira publicação científica do autor e é fruto da pesquisa geográfica realizada no Mestrado em Geografia na UFBA. Diosmar analisa as mudanças no espaço do Estado Brasileiro a partir do protagonismo dos próprios quilombolas como sujeitos de direitos e os territórios desde Palmares modificam a geopolítica na formação do Brasil, com destaque o Estado da Bahia.

Diosmar Filho. Crédito: Ismael Silva

“Os territórios quilombolas estabelecem novas estruturas e formas para um ordenamento territorial não desigual. Nesse ponto, as escalas da política no Brasil e a territorialização dos quilombos na Bahia no século XXI, contribuem para tirar da invisibilidade nos estudos geográficos os determinantes raciais que tornam o Estado brasileiro distante de um projeto Nação. Essa é uma das grandes contribuições do livro para nossa literatura científica”, ressalta o autor.

O prefácio da obra é assinado pela doutora Sandra Manuel, professora do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique). Nele, ela discorre: “Diosmar Filho nos convida a um exercício revolucionário para pensar o Estado-Nação brasileiro, retirando a posição subalterna do Quilombo, dando visibilidade aos espaços quilombolas e conceitualizando o seu papel como formas novas no espaço do Estado pela formação política e étnica, em detrimento da elite que ocupou o poder político e econômico”.

Além do lançamento na Livraria LDM, o autor também promove uma roda de diálogo sobre o livro no dia 25 de maio (Dia da África), às 19h, no espaço da loja Katuka Africanidades (Praça da Sé). Já no dia 28, ele lança o livro na Celebração da Semana da África na Faculdade São Salvador.

Sobre o autor

Diosmar Marcelino de Santana Filho é geógrafo, Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor e coordenador acadêmico da Especialização EaD – Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais (UFBA). Pesquisador dos Grupos de Pesquisa CNPq – Historicidade do Estado, Direito e Direitos Humanos e do Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanos e Culturais do Sul da Bahia (Nepuc/IFBA – Campus Ilhéus). Foi professor substituto do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (Igeo-UFBA) e do Instituto Federal de Ciência e Tecnologias da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. Na esfera governamental, foi gestor estadual em políticas públicas nas áreas de gestão: das Águas, Desenvolvimento Social e Promoção da Igualdade Racial. Autor de capítulos de livros e artigos em revistas científicas sobre território, desigualdade sociorracial, quilombo e política pública.

Sobre a editora

A Paco Editorial foi fundada em 2009 com a missão de ser um canal relevante de difusão da produção científica brasileira, tendo em seu catálogo importantes títulos nas mais diversas áreas. Impulsionada pelo propósito de compartilhar conhecimentos, a editora vem ampliando sua atuação com a publicação de títulos em outros segmentos, sempre primando por editar livros que proporcionem ao leitor uma experiência marcante de transformação, desenvolvimento e crescimento.

Serviço

O que: Lançamento do Livro A geopolítica do Estado e o território quilombola no século XXI, de Diosmar Santana Filho;
Quando: 14 de maio (segunda-feira), às 18h
Onde: Na Livraria LDM (Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha – Praça Castro Alves). Entrada gratuita.
Valor da publicação: R$ 46,90

 

Mais informações: 
Juliana Dias | DRT-BA 3870 | +55 71 991168055